terça-feira, 1 de agosto de 2017

Banzé em parceria com Erickson lança o som "Origem"


ERICKSON MC Mais obscuro que seu passado E se eu me revoltasse e cobrasse pelo passado? Já guardei tanta coisa pelo meus antepassados Ai se me pergunta, como você tem passado? Pra cada chicotada uma sessão de punchline Não esconda sua origem num vidro de salon line Vida não é jogo, igual Rockstar Max Payne Chamou nois de invisível “aumentamo” o nível ficamos online Me chamo de macaco eu escalei o topo, otário Vocabulário que num existe pouco Preto e branco unido, é o argumento que te cala Se sente tão incomodado? Então tira o sofá da sala Sorri se notificam morte na quebrada Só que é o primeiro a chorar se me tromba de madrugada Cordão de capoeira, suor na camiseta Forçando você dizer que a situação ficou preta O caçula do racista começou furta Quem passa de GTI ele rouba igual GTA Gozando vivendo a vontade Ele só andava com preto coitado é culpa das amizades Cor não define quem você é , não define o quer Não define nem sua crença ou sua Fé Eu encaro minha cor como amuleto Esse som é pesado né? Só podia ser coisa de preto BANZÉ Evoluir é um fato apodrecer é tristeza 30 milhões na minha conta, mas a postura é a mesma Quilombolas modernos no topo das quebradas Somos mais que fuzis somos mais que granadas Gueto é criatividade, artistas escondidos Desse sistema corrupto ao mesmo tempo falido Progredindo mocado no meio das vielas Resistindo ao racismo com a força de Mandela Mídia sensacionalista nos oprime irmão Ganham medalha de ouro por cada favelado no chão Escola boa eles não “quer” da não Maioridade eles que abaixa, religião se junta ao estado só para mais fácil manipulá


E as ovelhas os tem a endoida Eleitores tudo fantoche aceitam o papo macio Enquanto esses verme tá de deboche Nessa guerra não quero holofote meu fura é minhas letras,minhas letras


RELEASE:

Banzé é um rapper que coloca o dedo na ferida. Nada de deixar a luta de lado. Com muita sede por mostrar a realidade por trás da falsa ideia de igualdade racial nos dias atuais, seu segundo single vem para trazer a reflexão sobre o tema, o som traz a sensação de precisar falar sobre o assunto, com seriedade e firmeza.
O rapper de Campinas, cidade de tanta importância para o rap no Brasil, coloca suas ideias
pesadamente precisas sobre o problema social. O grande aspecto sombrio do lírico se mistura com um beat rítmico, tornando o som reflexivo e ao mesmo tempo não deixando ninguém parado. Grande destaque ao feat. de Erickson MC, da Imaginária Beats, depois de ouvir a primeira vez o lírico feito pelo convidado, a reação é única, se arrepiar e sentir que o racista realmente tomou uma surra dos versos. O empoderamento negro é extremamente colocado em cada palavra e se destaca pela riqueza das rimas.
Com a produção de Jedi (GriotRecords.), o som é um lançamento de peso ao rap nacional, e principalmente coloca Campinas, mais uma vez, no cenário de jóias da música negra.

Se o som é pesado, ele só poderia ser coisa de preto.
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