terça-feira, 8 de agosto de 2017

"Universo Gueto" é o mais novo clipe do GOG



Do quadrilátero, do lado de fora do avião, o rapper teimoso de Brasília avisa: “A minha cidade é muito mais que os traços do arquiteto. Em busca de teto e de paz, nós, periferia, arquitetamos nossas vidas e criamos o nosso... Universo Gueto”.
O vídeo clipe foi filmado na periferia de Brasília, na comunidade Santa Luzia, encravada no coração da Cidade Estrutural, a alguns quilômetros do Centro das decisões da Capital Federal e a poucos metros do famoso lixão da cidade Estrutural.




Composição e Interpretação: GOG
Produção: DJ Caique
Captação de voz, edição 
mixagem e masterização: Leo LP
Vídeo Clipe: 3º Round Produções
Fotografia: Nauí (MOVNI)
Comunicação: Watii Comunicação Digital 
Marketing Digital: One RPM
Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo
Cenário: Santa Luzia (Cidade Estrutural – DF)
Contém cenas do Documentário “Estrutural” de Webson Dias 
Produção Executiva: Só Balanço


Universo Gueto

" Vem, vem, vem, vem! Venham meus ancestrais, tragam pra mim a força vai, da interpretação."
Teimoso de Brasília, da Quadrilha Verso e Prosa
Tive Brasília Amarela, sou Brasília Teimosa
Não sou de briga, sou diverso, numa só cara
O Cara e o Coroa, ritual tribal vocal voa
Alimentei seu Pitt Bull com o meu som entrei na sua casa
Meu verso é Red Bull que norte a sul te de asas 
Sou Ovelha Negra do rebanho guio o novilho.
Eu não sou cachorro não, e o 3L não é o Castilho
Sou Big Bang, dividi pra uni verso
Com ou sem trocadilho ganho trocados com verso 
Sou G.O.G, Selassiê, Premier Etiópia, 
Rebelião da opinião própria, original da cópia, 
Garnizé, Afro Mundi Camaragibe é
Os dribles de Mané, as cabaças do Afoxé
Atrás de like, vem “us cleptmaníaco de cap”
Tem embalo no Rap, tirando quem embalou o Rap
África um continente, com grande contingente
De gente inteligente, cada País uma artéria
Curti Fela Cuti? Afro Beat origem Nigéria
Rap Nacional é Coisa Séria!
Se o céu é o convite e o seu no seu bolso o limite, 
Me evite, elite, mão no pé da orelha dá labirintite
Lei do mundo “dus tijolo vermelho” ousado fedelho
“Incômodo de madeirite existe, não é Hello Kit” 
Nova e Velha Escola são salas de aula sem Professor
Onde o Rap, a Rua formou, cada Quadro Negro, 
Numeroso e poderoso Universo Gueto
Índios, brancos e pretos, fumaça e gravetos
Na sala de aula hoje e mais tarde na Faculdade 
Reescrever a história, republicar a verdade
Com nossas rotas e trilhas, gramáticas e iras
Armadilhas, mentiras, feridas, vidas perdidas, almas cativas
Absorvidas, absolvidas pelo carrasco de plantão
O que chamam de Nação, pilotado sem noção
Abriram estradas com o chumbo na espingarda
Usando fardas, deixando farpas, corpos nossos
Sangue ossos, estilhaçados, decapitados 
Pelas praças, vilas pobres, pequenos povoados
Salgando a terra e sua colheita, queimando casas
Rostos marcados, calor, vapor do ferro e brasa 
Quer de mim o que? Quer me calar, sei porque
Cada um cada um, Século XXI, avança pra retroceder
Vou relembrar você, sou G.O.G, que escreveu “Brasil com P”
Que fique marcado, meu canto afiado, tem lado
Aquele monte que desceu, pra glória e apogeu
Do tal ser civilizado, “ São, os Eu, que deu errado”
Meus aliados, meus irmãos, escória, não
Escolha então, ser ou não ser você. Eis o “Oitão”!!!
Teimoso de Brasília, da Quadrilha Verso e Prosa
Verso e prosa, verso e prosa... (4X)
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