segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"Morriz lança o autêntico e inusitado álbum “Síndrome do Impostor”



Uma obra bastante pessoal, sarcástica e um tanto quanto irônica e debochada: assim pode ser definido “Síndrome do Impostor”, primeiro álbum conceitual de Morriz feito totalmente por ele próprio; das letras às batidas, da captação das vozes ao desenvolvimento da capa, tudo feito por um único indivíduo. É o resultado de três anos de seleção, observação, elaboração e muito trabalho para poder trazer à tona essa obra que é um recorte de sua visão de mundo.
O álbum conta com nove faixas que, divididas entre nuances de reflexões mais introspectivas e críticas à realidade que rodeiam o eu-lírico, contam a história de um cidadão comum em meio ao emaranhado de tons de cinza de uma grande metrópole como São Paulo. O nome “Síndrome do Impostor” em combinação com a imagem da capa traz uma sátira bastante sútil, apesar de muito presente, ao comportamento de rapper, mc’s e das pessoas de um modo geral nos dias atuais, além de ser uma referência à pseudo-sensação que o autor carrega.
Começando com uma introdução um tanto quanto metafórica (característica intrínseca de Morriz), não deixa de ser pragmática e sincera, deixando nas entrelinhas sua maior carga de mensagem e sentido, características essas que permeiam todo o álbum. Seja em faixas auto afirmativas, como “Treze Estrofes” ou “Essa Mensagem”, em músicas mais leves e pessoais como “Um Cara de Sorte” ou até mesmo nas sarcásticas e irônicas “Cidadão Comum” e “Programação Normal”, essa obra impõe de maneira bastante sincera a identidade de quem a produziu, prezando minunciosamente pela qualidade poética, sem se esconder atrás de rótulos hypados de grandes beatmakers assinando os instrumentais, nem apelando para estúdios de última geração com o intuito de usar a qualidade de gravação como desculpa pra disfarçar uma qualidade poética mediana, tendo como destaque a faixa “Escreva, Apenas Escreva”, que consegue ser um turbilhão de sentimentos eximiamente traduzidos de forma técnica em versos.
De um modo geral, “Síndrome do Impostor” é um canalizador de expressividade que abre mão propositalmente do contexto de uma superprodução como forma de homenagem às raízes da cultura Hip Hop, é um grito de quem não faz a menor questão de figurar no mainstream do Rap, mas quem ainda assim também quer ser dado ao respeito, é um protesto, um manifesto, é acima de tudo, sincero."


Sobre o autor:

"Um som livre de rótulos, é isso. Oriundo do extremo sul da capital paulistana, Morriz traz letras contundentes e instrumentais agradáveis que são seus alicerces nas diversas experimentações sonoras. Fazedor de Rap, Beatmaker e esporadicamente poeta, foi através primeiramente da poesia que começou a se destacar pelos saraus de Sorocaba, devido à sua facilidade com as palavras e aos versos bem construídos, usando e abusando das possibilidades que a língua pode oferecer. De volta a São Paulo, sua saga continua dentro do Rap, através da sua primeira mixtape chamada "#TapeUm", do EP experimental "EPzódio II: Trampo Inacabado" e recentemente lançando o autêntico álbum "Síndrome do Impostor", todos produzidos majoritariamente de maneira solitária e pessoal. Suas referências musicais norteadoras vão de Tim Maia a Bruno Mars, de Amy Winehouse a Mariah Carey, tendo como base a disco e o funk dos anos 80, bem como o samba também. No Rap, Racionais é sua religião, Kamau seu alicerce e Don L seu norte. E é com essa força poética oriunda das fortes influências da Literatura Marginal, aliada com o carisma de quem vê na música uma forma espontânea de expressar o que diz a alma que Morriz faz do seu Rap um interessante passeio pelas viagens de sua mente louca."

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