terça-feira, 7 de novembro de 2017

"Largando" rimas certeiras, Souto MC lança o single "Mambo"


A Jovem MC paulistana Souto MC, mais uma vez chega pesada nas rimas. Desta vez Souto MC lança o som "Mambo", que conta com a produção do Dudu Fox.

A Souto MC já tem alguns sons no Youtube e já falou em entrevista que esta preste a lançar um EP.


Ouça o som




Sobre a Souto MC: Flow, Engajamento e Resistência

A vida online de Caroline Souto, ou melhor, Souto MC, como costuma utilizar, é marcada por seus posicionamentos políticos e engajamento em causas como o feminismo e a cultura hip hop. Ela tem presença e mostra não se intimidar: a exposição clara das suas ideias, o papo reto e o bom humor são características marcantes desta MC que começou a compor quando tinha de 14 para 15 anos – segundo ela, algo que fazia sem muita seriedade no início, mas que começou a priorizar quando viu a construção e melhoria de suas canções. Suas influências vão “do rock ao samba”, fato que leva seu trabalho para muitos ritmos.

Nem tudo são flores: Souto conhece bem os percalços do caminho. Se colocar a cara para bater e dizer o que pensa já não é uma tarefa fácil de maneira geral, adicione o fato de fazer isso usando o rap e sendo mulher. Não é preciso ser bom de conta para saber o tamanho da dificuldade que ela enfrenta ao cantar suas letras. Ela mesma afirma:
“Mulheres não se sentem confortáveis dentro de um ambiente que continua tendo como principal faceta o homem machista. Além de inúmeras dificuldades que o próprio machismo emprega”
O mais importante para ela, porém, é o empoderamento que isso gera. Ela não pede licença para os homens, tampouco pergunta o que pode ou não ser debatido. Existe espaço para debater o feminismo? “Se não tem, a gente faz ter. Para isso que nós estamos aqui”, completa.
O mais importante para ela, porém, é o empoderamento que isso gera. Ela não pede licença para os homens, tampouco pergunta o que pode ou não ser debatido. Existe espaço para debater o feminismo? “Se não tem, a gente faz ter. Para isso que nós estamos aqui”, completa.
Suas rimas não têm temáticas, nem têm regra específica: “Minha lírica é algo que eu não gosto de definir porque eu sempre vou cair em contradição. O que dá vontade de escrever, eu escrevo”, explica. Mas, se ouvidos distraídos podem perceber o poder da voz e da postura da Souto, ouvidos atentos conseguem ir além e extrair ideias de resistência, questionamento, críticas ao sistema e situações de vivência de uma jovem que segura de si, que não tem vergonha de onde vai e de onde quer chegar.
A família? Essa ainda estranha o envolvimento dela com o movimento, mas talvez isso seja só questão de tempo, já que Souto MC acredita que a marginalização do rap vem perdendo força para um espaço de maior diálogo e abertura para quem acredita na ideologia existente por trás de cada vertente do hip hop. “Novos artistas trouxeram novas perspectivas que são fundamentais pra um movimento que tem força pra ser muito maior”.

Muito mais que viver só de rap, quero viver de arte

Crescer e aprender cada vez mais, fazendo o que gosta. A pergunta que fazemos para a MC é a mesma que se faz para quem está começando de forma geral: é possível viver disso? Dá pra fazer do rap uma meta de vida? “Sim. Muito mais que viver só de rap, quero viver de arte”, finaliza.
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