quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sesc Vila Mariana recebe Höröya no Dia da Consciência Negra


Banda participa de programação especial, relativa à data


O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro – dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares – marca o centro de um período que recebe programação especial no Sesc Vila Mariana, com ações que refletem cenários, produções, personagens, saberes, gingados, memórias, crenças e valores da cultura negra. A Praça de Eventos da Unidade recebe show gratuitoda banda Höröya, que recentemente lançou seu novo trabalho, “Pan Bras’Afree’Ke”, com faixas que foram gravadas e produzidas entre São Paulo, Bamako (Mali) e Bobo-Dioulasso (Burkina Faso), no Oeste da África. A apresentação começa às 16h e não é preciso retirar ingressos.

Ainda na programação preparada para marcar a celebração da Consciência Negra, a vivência Dançar e Descolonizar o Gesto: Corpo em Diáspora, com Luciane Ramos (dia 19), o mural DEScobrimento, de Raul Zito e Maré Matos, em exposição a partir do dia 7/11 e as exibições dos longas “Besouro (dia 22) e “Menino 23: infâncias perdidas no Brasil” (dia 29), este último sucedido por um bate-papo entre o público e a cantora Xênia França (do grupo Aláfia) e a jornalista Adriana Couto (programa Metrópolis, TV Cultura – SP).

Formada por integrantes brasileiros e africanos, a banda paulistana Höröya recebe influências culturais de países como GuinéMali eSenegal. Seu nome é uma palavra de origem Mandeng, cultura do oeste da África, que significa liberdade, autonomia e dignidade. Foi um termo usado durante a luta anti-colonialista na Guiné, para afirmação de seus caminhos e ideais.

O grupo lançou seu primeiro álbum expondo ideias sobre o Brasil e a África, colonização e luta, passado e futuro. Durante o show envereda para um afro-beat e um afro moderno e mergulha ainda mais na cultura africana com diálogos entre percussão, ngoni e balafon, instrumentos de griots (mestres de cultura no oeste da África). Höröyá é a música afro-brasileira feita com uma nova roupagem.

Formam o Höröya os músicos André Ricardo (ngoni, dununs, tama, balafon, sabar), Rafael Fazzion (djembe), Adilson Fernandes(djembe, dununs, krin), Jefferson Cauê (caixixi, atabaque, berimbau), Nando Vicêncio (baixo), Tobias Kraco (guitarra), Richard Fermino(sax barítono, trombone, trompete) e Sintia Piccin (sax tenor). Canções autorais como "Tama Tama", "Mansa Fela", "Yoruba Fe", "Horoya", "Samba Recck", "Horo Baccka" e "Nagô Don" farão parte do repertório durante a apresentação.

Mais atividades:

Ainda integrando a programação relativa ao Dia da Consciência Negra, o Sesc Vila Mariana promove exibições dos longas-metragens “Besouro” e “Menino 23: infâncias perdidas no Brasil”, nos dias 22 e 29, quartas às 19h30 e a exposição do mural “DEScobrimento”, de Raul Zito e Maré Matos.

cinema

Na década de 20, no interior da Bahia os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes. Entre eles está Manoel, que quando criança foi apresentado à capoeira. Seu tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. Essa é a história de “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff (2009, Brasil, 95 min). Tikhomiroff (1950) é cineasta e produtor brasileiro, sócio e fundador da produtora Mixer. Produziu dezenas de séries dramatúrgicas e documentários para várias redes de TV, nacionais e internacionais. A exibição acontece gratuitamente no dia 22/11, quarta, às 19h30, no Auditório.

Menino 23: infâncias perdidas no Brasil”, dirigido por Belisário Franca em 2016, relata a descoberta de tijolos marcados com suásticas nazistas em uma fazenda no interior de São Paulo. O filme acompanha a investigação do historiador Sidney Aguilar e a descoberta de um fato assustador: durante os anos 1930, 50 meninos negros e mulatos foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para a fazenda onde os tijolos foram encontrados. Belisário Franca (1960) é um diretor brasileiro. Desde 1980, filmou vários documentários e série documentais, tendo recebido diversos prêmios. Seus trabalhos mais conhecidos são: Amazônia Eterna eEstratégia Xavante. A exibição acontece gratuitamente no dia 29/11, quarta, às 19h30, também no Auditório. Após a sessão, haverá um bate-papo com Xênia França e Adriana Couto.

artes visuais

A dupla Raul Zito e Maré de Matos produz, em formato de mural, a obra DEScobrimento, um encontro entre a fotografia expandida e a literatura expandida. No âmbito da pesquisa de ambos, ocupam lugar central a estética africana e a arte afro-brasileira, em diálogo com a ancestralidade. O ensaio fotográfico com a modelo Flor Odara, que compõe a obra, ressalta o poder da máscara como ferramenta de acesso à ancestralidade, revelando e reforçando a identidade, revivendo a história, à medida que se protagoniza narrativas e orquestra simbologias. Com a máscara, em rito, as deusas dançam, símbolos se entrelaçam.

A obra fica em exposição até 4 de março de 2018, gratuitamente.

Maré de Matos é preta, artista visual e poeta mineira. Reside em Recife. Pesquisa arte, literatura, sociedade e pensamento decolonial.  Dedica-se à tradução do cotidiano pela perspectiva da poesia. Nos últimos anos, tem se voltado à fusão entre imagem e palavra.

Raul Zito é artista visual e músico. Dedica-se à fotografia expandida, no formato de murais, nos quais trabalha no espaço público o confronto da pintura com hiperdimensão da imagem, ou em suportes, investigando técnicas híbridas, como processos fotoquímicos e transferências. Sua pesquisa imagética aponta ao plano do oculto, para as manifestações de fé e ações de resistência no eixo África/América Latina.

dança

A partir de fundamentos da afro diásporaDançar e Descolonizar o Gesto: Corpo em Diáspora busca ampliar a consciência e desenvolver a autonomia dos participantes. A aula espetáculo será acompanhada por música ao vivo de Alysson Bruno - percussionista e pesquisador que, entre outros trabalhos, atua na banda Aláfia e no Coletivo Roda Gigante.

A atividade, que acontece gratuitamente na Praça de Eventos no dia 19, domingo, às 15h, será coordenada por Luciane Ramos – bailarina, antropóloga, doutoranda em dança com especialização em diáspora africana pelo David C Driskell Center for the Study of the African Diáspora (Maryland/EUA).

Saiba mais sobre a programação do Sesc Vila Mariana sobre o Dia da Consciência Negrabit.ly/ConsciênciaNegra2017


Serviço:

Consciência Negra | 2017

Höröya
Dia 20 de novembro, segunda-feira, às 16h
Local: Praça de Eventos (capacidade: 250 pessoas)
Duração: 90 minutos
Livre
Grátis

Dançar e Descolonizar o Gesto: Corpo em Diáspora
Com Luciane Ramos
Dia 19 de novembro, domingo, das 15h às 17h
Local: Praça de Eventos (capacidade: 250 pessoas)
Duração: 120 minutos
Livre
Grátis

DEScobrimento
De Raul Zito e Maré de Matos
De 7 de novembro a 4 de março, terça a sexta, das 7h às 21h30
Local: Térreo (corredor para a Torre B) 
Livre
Grátis

Besouro
(Dir. João Daniel Tikhomiroff, 2009, Brasil, 95 min., cor)
Dia 22 de novembro, quarta-feira, às 19h30
Local: Auditório (capacidade: 128 pessoas)
Duração: 95 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Grátis | retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na Central de Atendimento

Menino 23: infâncias perdidas no Brasil
(Dir. Belisário Franca, 2016, Brasil, 79 min., cor)
Dia 29 de novembro, quarta-feira, às 19h30
Local: Auditório (capacidade: 128 pessoas)
Duração: 79 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Grátis | retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na Central de Atendimento
*após a exibição, haverá bate-papo com Xênia França e Adriana Couto.

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30.

Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): Terça a sexta-feira, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30.

Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 12 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 200 vagas.

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, São Paulo - SP
Informações: 5080-3000
sescsp.org.br
Facebook, Twitter e Instagram: /sescvilamariana
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