sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

41 melhores álbuns/ep's/mixtapes de 2017, segundo o Noticiário Periférico


Com certeza você deve ter pensado: "Mais um lista daquelas que só tem artista da moda, que estão no hype". Errrrrrrrrrouu (Faustão Voice!).

Nós no NP, trabalhamos com qualidade e não views, e como diz a parceira Ana, "A nossa casa serve ao underground e nem só de hype viverá o rap". 

Então, nesta lista você vai conferir artistas de Rap que lançaram bons e ótimos trampos em 2017, independentemente se estão na mídia ou não. 

Nesta lista tem álbuns, EP's e mixtapes. Não seja aquele chato que diz que faltou fulano de tal, impossível agradar a todos, sempre vai faltar alguém, estamos cientes disso.
Sem mais delongas, confira.


RIMAS & MELODIAS


O grupo "Rimas e Melodia" é formado por: Alt Niss, Stefanie, Karol de Souza, Drik Barbosa, Tatiana Bispo, Tassia Reis e a Dj Mayra Maldjian.

O nome do grupo se deve pelo fato de ter rimadoras e cantoras, ou seja cada um no seu estilo faz com que elas se completem.
O grupo começou soltando videos com performances das cantoras e mcs, com pouco tempo os videos tomaram grandes proporções e sua pagina no facebook cresceu rapiadamente. Com isto o grupo começou receber vários convites para shows, isto obrigou elas lançaram um álbum com musicas inéditas.
O resultado foi este magnifico trampo, com beats que soam com Trap, mas tem influência de R&B, Funk e Soul.

Alerta de Spoiler: não é um álbum meramente de amor, é um disco com grande conteúdo preto e feminista.


Seja rimando ou cantando, as meninas deixam bem claro a ideia que elas queriam passar, é o empoderamento da mulher preta. 
Na faixa "Coroação" que é a segunda faixa, elas falam sobre: lutar, amor próprio, viver e sobreviver". Esta música é um "ode" a mulher preta e sua força. 

A musica termina com um colagem e scracth, do poema "Me Gritan Negra!" da poetiza peruana Victoria Santa Cruz. (Assista Legendado)

Pulando para o ultima faixa, que é a música "Manifesto/Pule, Garota" que conta com a participação da ativista Djamila Ribeiro.

Eu sou homem e não sou capaz de falar sobre ela, mas é "um som lindo, elegante e sem derrubar feiura nas ideias", que vem com os dois pés no peito de homens extremamente machista e escroto. Na moral só ouçam e contemplem esta obra prima.
O disco tem 7 faixas, conta com produção de Dia, Grou e Deryck Cabrera e Nauak. Produzido e gravado no Red Bull Studios São Paulo.




FAMÍLIA 4 VIDAS

O grupo Família 4 vidas, foi formado em Carapicuíba. Desde o lançamento do primeiro álbum o grupo mostra qualidade em seus trabalhos.

No ano de 2014, o grupo passou por reformulações e lançou o álbum "Reticências".

O álbum "Reticências" tem grandes participações e já foram vendidas 21.000 copias e mais de 20.000 downloads. Se não conhece este trampo procure, que é de qualidade.

Mas vamos para 2017, ano em que o grupo já com a formação com 3 - Maique Maia, Sem Grana e Rafael D'uarte. No começo de 2017 o grupo lançou o álbum "A ordem", o álbum conta com 15 musica e que conta com a participação de: Nego Jam, Ricon Sapiência, Gege Caos, T.A.T.E, Junior Kilhas, Godô, U-Marco, Kl Jay e Erick Jay. Na produção tem produções de: DJ CIA, Dj Will, Ricardo Móck, Junior Kilhas, Carlito Beats, Deryck Cabreca e do Sem Grana.

OUÇA - A ORDEM

CLARA LIMA

Clara Lima, artista mineira reconhecida por seu sucesso entre as batalhas de MCs pelo Brasil – foi a primeira mulher a representar Minas Gerais no Duelo Nacional e na Batalha do Conhecimento, um dos principais do Rio de Janeiro, ambos em 2015; e foi ainda campeã do YO Music Brasília em 2016 -, apresenta nesta quinta-feira, dia 24, pela primeira vez, no Bar Opinião, seu primeiro EP, “Transgressão”, lançado no último dia 18 nas plataformas digitais. BK e Djonga também são atração na mesma noite.

Na imagem da capa, Clara aparece sentada numa mesa diante de elementos que corrompem o ser humano, como armas, dinheiro e bebida. “São coisas que ao mesmo tempo que dão poder, transgredem a mente humana. É esse o conceito do EP”, explica.

OUÇA - Transgressão


OQUADRO

Intitulado como “Nêgo Roque” (Natura Musical), o segundo disco d’OQuadro foi produzido pela própria banda em parceria com Rafa Dias e gravado no Estúdio T, em Salvador. Com mixagem assinada por André T. e a masterização por conta de Felipe Tichauer (US), o trabalho apresenta elementos obtidos por meio de vivências pessoais do grupo que é formado por Jef Rodriguez (voz), Nêgo Freeza (voz), Rans Spectro (voz), Ricô (voz/baixo), Rodrigo DaLua (Guitarra e Synth), Vic Santana (bateria), DJ Mangaio (programações) e Jahgga (percussão). “Estávamos desde 2012 sem lançar um disco, então tivemos um tempo de amadurecimento como pessoas e como músicos por conta de nossas andanças. A música não desiste da gente, então não vamos desistir dela”, afirma o baixista Ricô.

OUÇA - Nêgo Roque

THIAGO ELNINO

Depois de ganhar destaque em 2016 com o videoclipe “Diáspora” e o EP “Filhos De Um Deus Que Dança”, o rapper Thiago Elniño apresenta o disco “A Rotina de Pombo”. 


Produzido durante 5 anos, “A Rotina do Pombo” tem instrumentais de produtores de diversos cantos do país com sonoridade boom bap e jamaicana e participação de importantes nomes da cena Hip Hop nacional, como Rincon Sapiência, MC Sant, Flávio SantoRua, Tamara Franklin, Douglas Din e os gêmeos Raony e Keops da banda Medulla.





OMNIRA

Dia 25 de Julho é celebrado o dia internacional da mulher negra latina americana e caribenha, um dia que relembra luta, conquistas e muita reflexão do que ainda deve ser feito. Justamente nessa data emblemática o grupo Omnira formado por 3 mulheres (Janaína D'Nótria, Juh Sete e Paty Treze) e um homem (DJ Neew) acaba de lançar o álbum ''Grito de Liberdade''.

Gravado no K36 Produções o disco conta com 10 faixas nas quais são abordados temas como autoestima e empoderamento da mulher negra, violência policial, religiosidade afro brasileira, violência contra a mulher, racismo entre outros embalados em beats swingados com muita percussão e samplers remetendo a músicas de matriz africana.

Omnira (que significa ''liberdade'' me dialeto de matriz Yorubá ) lança de maneira digital esse primeiro álbum oficial.


PAULO MICROFONIA



O EP "Mudanças, novidades, surpresas: possibilidades", é composto por 9 faixas, são 9 faixas de um rap "classico". Sabe aqueles boombap com sample ou melodia que te faz fazer cara de nojo..? então isto resume minha reação quando ouvi este álbum 5 vezes seguida.

Paulo Microfonia juntamente com os produtores deram o seu melhor neste EP e o resultado é incrível 

O EP conta com a participação dos rappers: Erickson, RapSim, Underson Leitty, Jotaésse, Erickson, Sopro Inverso, Rodrigo Buga, Rhenan Duarte e Npe³.

A produção do EP ficou por conta de O Coletor (faixa 1), MB com Scratches e colagens de Dj Piá, (Faixas 2), Dj Duh (Faixas 3, 4 e 9), Blood (faixa 5), Skeeter (faixa 6),Negrogroove com baixo e teclados junto com DJ Duh (faixa 7) e Dario Beats (faixa 8). Todas as faixas gravadas, mixadas e masterizadas no Groove Arts Studio por Dj Duh.



FLORA MATOS

A Mc brasiliense Flora Matos em 2009 lançou a mixtape "Flora Matos vs StereoDubs". Desde então a Mc lançou e participou de diversos singles, mas só oito anos depois a Flora Matos lança o álbum "EletroCardiograma".
O álbum "EletroCardiograma" tem 12 faixas, a unica participação é do Ahrel Lumzy na musica "Quando você vem".
A Flora assina a produção de 5 faixas, 2 desta 5 ele é co-produtora, na musica "Parando as Horas" com Nave e na "Sonho Gangsta" com Wilsbife.


RODRIGO OGI 

Rodrigo Ogi, está de volta e lançou o seu novo EP intitulado “Pé No Chão”. O trabalho tem sete faixas com produção do Nave e participações de Emicida, Diomedes Chinaski, Coruja BC1, Kiko Dinucci, Laudz, Marcela Maita e Bruno Dupre.

Talvez seu trabalho mais moderno, com beats que soam mais recentes, distante dos trabalhos anteriores que iam na linha do tradicional boom bap. Mas não se preocupe, o boom bap também está lá. De qualquer forma, quando o talento é diferenciado, a qualidade estará sempre presente. Ogi não decepciona! Tire a sua conclusão no PLAY.

OUÇA - Pé no Chão


THAÍDE

Esse é o álbum mais elaborado de toda sua carreira, um trabalho bem maduro.
Além de singles, videoclipes e um Ep (Malandragem é viver), ele passou os últimos 3 anos, ou mais, construindo esse álbum. É um disco que resgata muito de suas raízes.

Thaide sempre teve uma Lírica diversificada, que distribui em um trabalho vários temas diferentes e nesse disco, também foi assim. Por isso, o nome é tão adequado: "Vamo que vamo que o som não pode parar"

"Eu me permiti ser muito criativo nesse disco, todo mundo sabe que eu não sei operar uma máquina, mas consigo traduzir o que eu quero nas musicas. Ainda uso o sampler, que é um dos primórdios dessa cultura, mas hoje posso usar algo mais tocado, usar o mínimo de uma melodia pra criar outra, e acho que cresci bastante nesse aspecto me considero um músico da nova geração que pensa e personifica a sua música" Diz: Thaide.



KMILA CDD

A mc carioca Kmilla CDD, após anos de espera lançou o EP chamado "Preta Cabulosa". Antes de lança o EP, a Kmilla lançou o clipe da música "Guerra".
Transitando entre Boombap's e Trap's, a Kmila não perde o poder de rima e muito menos de sua caneta.

O Ep tem 6 faixas e conta com a produção de: Insane Track & Proofless e DJ Caique. A direção musical ficou por conta de seu irmão MV Bill.

OUÇAPreta Cabulosa

DJONGA

O rapper Djonga lançou o álbum Heresia. O projeto tem 10 faixas e cerca de 40 minutos. Djonga é o primeiro do grupo de artistas que entrou na série de Cyphers “Poetas no Topo” a divulgar um álbum após as rimas na Cypher.

A capa do álbum é uma referência direta ao LP “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento em parceria com Lô Borges.

OUÇA - Heresia 

RINCON SAPIÊNCIA 


Galanga livre é o nome do álbum e nesse projeto, Rincon Sapiência fala do empoderamento da comunidade preta brasileira. E para contar a história, ele usa como base a saga de liberdade do escravo Galanga, personagem de um conto fictício criado por Danilo Albert Ambrósio

Aprimorando a originalidade de suas composições, já marcadas por influências das músicas africana, eletrônica e jamaicana, no novo disco ele revela maturidade poética e musical em 11 faixas e mais duas bônus tracks. A notória negritude que distingue o trabalho de estreia do Mc paulistano se faz sentir nos ritmos, que vão desde a capoeira até o blues, passando pelo coco e pela tropicália, até o afrobeat, permeadas pela sua veia rock and roll característica. Atestando o seu talento como produtor, as músicas foram todas produzidas pelo próprio rapper, com exceção de “Amores às Escuras” (Gambia Beats).

OUÇA - GALANGA LIVRE

ELOY POLEMICO

Dovahkiin, ou Criança caçadora de Dragões. Com inspirações que vão desde clássicos samples de jazz, a jogos de vídeo-game, de HQs a filosofia de Nietzsche, Eloy Polemico traz em seu álbum de estreia tudo que compõe sua teia de experiências e aprendizados. Com personagens peculiares, cada faixa apresenta um ambiente que se conecta com a apresentação dos temas, dando luz a uma obra densa e de extrema autenticidade. 

OUÇA - Dovahkiin

DELATORVI 

O álbum "A Vida de Emmett Till" não é um trampo triste, o mc de Nova Lima construiu rimas sobre o anseio de vida melhor para o povo preto. Na primeira faixa com participação do rapperWell, o Delatorvi já manda seu recado falando sobre a reparação histórica que o estado branco tem para com o povo preto.
Claro que o álbum não fala só sobre Anseios, mas também faz duras criticas ao embranquecimento do rap e de brancos racistas no rap, isto deixa bem claro na faixa "Melô Anti KKK" que conta com participação do MC carioca AORI.
E na faixa "Sensual Skrr", rimando em cima do beat do Will Diamond que usou como base a musica "Sensual Seduction" do Snoop, Delatorvi, DaLua falam sensualmente de um amor afro-centrado.
O álbum conta com 6 faixas, 5 produzida pelo LR Beats, exceto a faixa 5 que foi produzida pelo Will Diamond. E conta com a participação de: Well, Blackout, Vic, Aori, Naej, Kyle Santo$, DaLua e Raffa Moreira


CRONICA MENDES

“Esse disco alimenta a minha caminhada, e toda caminhada nos transforma. Deixamos um pouco de nós para trás e absorvemos novas ideias, novas pegadas. Não há crescimento sem desapego a ideias velhas. Assim, me reconstruo. Amo meu rap, que é musical, politizado e profundo, mas não sou só isso”, defende.

O rapper carioca MV Bill participa na faixa produzida pelo Dj Caíque, intitulada Mediando Conflitos; Adonai CVS traz o peso do dub à faixa Daqui de Cima; Slim Rimografia e Crônica abordam a ideologia na música em O que da gente sobrou; o produtor e cantor Jhef misturou trap e crunk na música que ganhou um clipe abordando a diversidade de gênero, e a voz da Luiza Chao engrandece uma das produções mais belas do disco. Já os rappers Carlo Rappaz e Helibrown reforçam a rua no rap, o rap na rua com as faixas Leões e Rua 06. Além de outras participações.

O disco reúne diferentes produtores: Dj DR Jay, Dj Caíque, Dj Duh, Slim Rimografia, Jhef, Mario Amaru, Sergio Cotty, além do próprio Crônica e do guitarrista Diego Silva.


VERA VERONIKA

Mojubá tem produção de Higo Melo e participações que vão de Tássia Reis e Ellen Oléria, a BadSista, Código Penal, Nego Dé e Hope Clayburn

O disco “Mojubá” nasceu do projeto de DVD que comemora os 25 anos de carreira da artista. Com a produção de 15 faixas para compor videoclipes, e a realização ainda vindoura de outras 10 faixas que serão tocadas ao vivo – gerando um total de 25 faixas, uma para cada ano de trabalho na música – Veronika decidiu apostar também no formato de disco.

“Mojubá” traz 11 faixas, sendo nove da produção de Higo, e uma Vera Veronika mais contemporânea: antenada com tendências musicais, passeando por sonoridades negras de referências fortes. Higo, que tem carreira sólida como cantor e compositor, incluiu camadas de soul music e instrumentos não convencionais ao “ritmo e poesia”. As exceções na produção musical ficam por conta da paulistana BadSista – uma das únicas mulheres produtoras de rap no Brasil – na faixa “Assediadas”, e do DJ Brotha, que cria um trap para a faixa “No Corre”.

OUÇA - Mojubá 

LA LUNNA 

Através do projeto “GIRL POWER”, La Lunna se apresenta na cena trazendo um pouco de sua história de vida e seus planos para o futuro. O objetivo principal do EP é passar uma mensagem fortificando a ideia de que todas as mulheres são poderosas e independentes, de uma forma direta, sem firulas ou metáforas, La Lunna faz o que chamamos de papo reto, sem curvas. 
O EP é composto por 6 faixas e uma intro nas batidas do TRAP MUSIC, todas produzidas pelo beatmaker carioca Rb Alves, o beats são compostos por uma mistura de instrumentos virtuais como Synth, Lead, Bels, 808 e todos vem acompanhados de um grito da fênix que, segundo Rb Alves, funciona como uma motivação para que a pessoa renasça das cinzas ao cante encima dos seus beats, por isso é conhecido como Rb Alves Fenix dos Beats.

OUÇA - Girl Power 

MATÉRIA PRIMA 

Com produção de Gui Amabis“2 Atos" do mineiro Matéria Prima, é o terceiro registro fonográfico solo deste MC veterano que lançou os EPs “Material de Estudo” (2013) e “Pocas” (2016). Além destes trabalhos, o rapper integrou também trabalhos icônicos do rap brasileiro, como Quinto Andar, Subsolo e atualmente faz parte da banda Zimun.

Lançado em 2017, o novo trabalho mantém a conexão com o hip hop ao mesmo tempo em que aponta para outras direções, com liberdade para a construção das sonoridades (no plural mesmo) que compõem o disco. “2 Atos” (ouça no BandcampDeezer ou Spotify ) não é um disco feito com a preocupação em se encaixar em alguma “gaveta”. O álbum, como o próprio Matéria Prima define, é um disco para “desacelerar” nesses tempos frenéticos. É uma obra que fala da retomada das relações humanas mais próximas, dos encontros casuais nos pontos de ônibus, da visita a um velho amigo e da superficialidade das relações mediadas pelas redes, onde a imagem importa mais do que a vida que se vive, ou mesmo apontar o “erro” alheio, antes mesmo de qualquer reflexão. Contemplação e reflexão são palavras que cabem bem, mesmo quando o rap dá a direção ao falar das ruas e tecer críticas sutis e ácidas ao comportamento contemporâneo.
É um trabalho para se ouvir com calma e absorver o máximo, tanto das texturas sonoras quanto da escrita e o que ela aborda. São 10 faixas, sendo 5 rap’s e 5 canções e é essa “divisão” que propõe diálogos realizados em dois atos distintos e interligados. 

OUÇA - 2 Atos

PRIMEIRA AUDIÇÃO 

O novo álbum do grupo se chama “Muito Antes de a Gente Chegar”. Mantendo o estilo enraizado na influência do jazz, da música brasileira e do rap nova-iorquino dos anos 90, percebe-se que o tempo só fez melhorar ainda mais as habilidades de escrita dos dois MCs e as colagens e scratches do Dj Crick somam-se perfeitamente a cada faixa. 
A produção deste trabalho conta com um time de beatmakers especialistas no Jazz Rap, característico do Primeira Audição. Diretamente de Salvador vieram as instrumentais de Dr. Drumah e Eduardo Santoz.
De Curitiba veio a batida dos renomados produtores Dario Beats e Leo Spektrum, de SP vieram somar ao trabalho o talento de Rodrigo Tuchê, de Calmão (Mental Abstrato), LelecoSan e Nelo. Nas participações o Primeira recebeu intervenções pontuais e certeiras de Paulo Pezê, Pazsado e de Rodrigo Tuchê na faixa em que ele assina a produção
Texto tirado do RND 


CYNTHIA LUZ

Cynthia Luz apareceu na cena com sua voz marcante e logo se tornou uma revelação de 2017 no Hip Hop Nacional, durante todo o ano ela trouxe para seus fãs diversas faixas sólidas, mas algo grande estava para ser lançado, seu álbum de estréia.

No último dia 14, Cynthia Luz trouxe para seus fãs seu álbum de estréia, o disco chamado “Do Caos Ao Nirvana” que conta com 10 faixas e conta com 2 participações, Nog e Predella.


LINCOLN ROSSI 

Indo na contra-mão do modismo que é o Trap, o rapperLincoln Rossi de São Carlos lança o álbum "Retalhos de uma vida"
O álbum tem 15 faixas e todos os beat , Mix e Master foram feitos pelo Lincoln Rossi (exceto Beat "Olhando a Lua" por Alexander Lewis). 

Conta com a participação de: Lucas Borges, Fred Gomes,  Sandro, Sara Donato, Peqnoh, Willian Chacal, Robson Selectah, Xandão, Sax por Thiago Hard - Baixo e Guitarra por Yraê Araujo e FLowT.

Todos Scratchs e colagens por DJ Scratch J. Correra Record's 2017.


SEH7 & SKEETER 

O EP ''MÁXIMO RESPEITO'' Um projeto realizado em parceria com o produtor Skeeter

SEH7 é um dos primeiros artistas a integrarem o selo da MAHOFFICE INC. Um dos construtores e ativo artista na cultura Hip Hop do Vale do Paraíba.  O EP conta a participação de: Rdee, Skema, Preta Ary (D'Origem) e Enedê 

OUÇA - Maximo Respeito 

OCRIME77 

Primeiro Ciclo, foi lançado em julho. Entre boombap's e Trap's o grupo do ABC paulista dispara rimas e certeiras. E um trampo muito bem produzido e escrito, de um grupo que particularmente conheci por indicação de um parceiro.
O EP tem 10 faixas e conta com produção de: Vibox, Rimalaia e Lucvs LK.

OUÇA Primeiro Ciclo

SPIXO 


Cria do interior paulista, rapper SPIXO, lança seu primeiro álbum, intitulado “TUDO NOSSO, NADA DELES“. Composto de 13 faixas e produzido pela Toca dos Gigantes, o disco é uma mistura de trap e boom bap e traz um remix de uma das lendas do hip hop, Easy-E, homenageado na faixa “Aos Originais”.

“A conclusão desse trabalho mostra a força do rap piracicabano, que vem crescendo cada vez mais!“, diz o Spixo.
Texto Bocada Forte 


SCOOBY 

Depois do lançamento do Mixtape BlackScooby lançou o trabalho intitulado Green, fazendo referencia ao personalidade do personagem Piccolo. O trabalho é uma analogia com o universo de Dragon Ball Z e nosso cotidiano abordando temas raciais e sociais nas letras, mesclando com referencias a Universo Geek. A mixtape contem 6 faixas e conta com participações de Young Kings, Rai Faustino, Jammal BlackPotter, Zulu Shaka, Yo e Ezzik. 

OUÇA - Green

GRAIME 

O EP conta com 3 faixas, a primeira que leva o nome do EP, Navegante de Um Futuro Distante tem a participação de Robson Peqnoh da dupla Daniel Garnet e Peqnoh, a segunda faixa é a Porto Seguro e a terceira, com participação do companheiro de caminhada Gordão é a Parece que Foi Ontem . O EP tem Mixagem e Masterização: Rodrigo Shortbeatmaker (Toca dos Gigantes), e arte de Aleph Leite.


ÁUREA MARIA

O EP possui faixas, cada uma com um clipe, e conta com as participações de Sico (N’Ativa), Indemar Nascimento e Débora Evequer. O EP foi produzido e mixado por Christian Dactes, no NaCaladaRec, estúdio do coletivo ao qual ela faz parte, e conta com beats dele, de Mansha, Pegadinha, Ryan Santos e Raí Faustino, todos doados pelos beatmakers para colaboração na produção do EP.

OUÇA ROXO GG

MSÁRIO 

Os primeiros singles liberados, “Dona de Si” e “Alma Brava”, já deram um norte sobre a musicalidade do EP, mostrando o clima de baile pesado da primeira e do groove r&b da segunda. Ambas com participação do trombonista Bocato, “Dona de Si” é assinada por Msário, pelo ator e poeta Marco Fé, e pela cantora e compositora Heloá Holanda, que também divide vocais; e “Alma Brava” tem Daniel Yorubá na co-autoria dos versos ao lado de Msário e cantando o refrão.

Estas faixas marcam a nova pegada das letras, que versam sobre empoderamento feminino/liberdade sexual, igualdade de gênero e a visão do homem do século 21 sobre ele mesmo: precisa mudar. Ainda no tracklist, “Segura o Reggae” traz o dubstep em primeiro plano, “Ela Gosta” é uma aposta conjunta com Scott Beats, e “Sensei”, uma incursão eletrônica de beat hipnótico, produção do parceiro Rael com toque oriental e scratches do DJ SouJazz, bicampeão do Hip Hop DJ, atual campeão do DMC Brasil e um dos maiores no turntablism nacional.

OUÇA - Indefinido

AS MARGENS

Como musicas criadas em um beco no município de Biguaçu, grande Florianópolis, se tornaria algo tão forte? Um cd com abordagens e debates de temas que falam do povo preto na sociedade brasileira (sociedade racista) em um contexto pós colonial. É isso que propõe o primeiro cd Das Margens intitulado "Poesia Preta”.
É o que esse primeiro cd das Margens está trazendo ao publico, sem essa de rap game, As Margens desde o principio defendeu o levante de uma revolução popular e essa revolução do povo. Com certeza pra quem parar e ouvir perceberá o quanto esse trabalho está recheado de referências e mais que referencias, vivencias diárias de quatro pretos que não suportam mais a vida nessa sociedade brasileira racista, transformando o rap em uma arma de defesa/ataque para quem esta na busca de conhecimento/informação.

OUÇA - POESIA PRETA

GLORIA GROOVE 

Da Vila Formosa (zona leste de São Paulo) para o mundo, Groove faz da sua música um rap contestador e, em seu primeiro disco, “O Proceder”, vai de faixas pesadas, como as já reveladas “Dona” e “Império”, às dançantes, como a inédita “Muleke Brasileiro”, passando ainda pela baladinha “Madrugada” e sua faixa título, que é uma das primeiras prévias do álbum e você poderá ouvir abaixo.


OUÇA - O Proceder

BK'

O projeto chega com 3 faixas, todas com videoclipe, “Top Boys” com beat e El Lif Beatz e direção visual por Uriel Calomeni; “Take Your Little Vision” com beat de JXNV$ e direção de Uriel Calomeni e Guilherme Ferreira; e “Deus das Ruas” com beat e El Lif Beatz e direção de Uriel Calomeni e do próprio BK’ (Abebe Bikila).


HEITOR VALENTE

O CD traz consigo o conceito do original Gangsta, em sua essência, como um soldado que luta pela sua quebrada, que protege as crianças e famílias que fazem parte dela, sem deixar de falar sobre a criminalidade e a conduta da rua.
Na proposta do álbum que se chama "O Legado", tem como intenção representar o legado que foi deixado por seus professores, DJ Raffa, GOG, Japão Viela 17 e construir um legado com seus amigos, muitos deles alunos de produção de áudio como Thegust Mcs e Froid, além de parceiros de caminhada como Diogo Loko, Thiago Jamelão, Rafael Duarte, Rafael Cabelo e etc.

OUÇA - O Legado

LARINU

A voz surpreendente doce, que compõe o time do selo Carranca Records, conquistou o Brasil, e se depender dos fãs da soul music, ela vai ganhar o mundo, conforme nos diz a matéria direto da revista Bantumen, de Angola. 

Seu single Refúgio é uma música que nos traz a idéia de um porto seguro, que todos temos quando a vida não corre lá essas maravilhas. “Traz-nos uma narrativa recheada de reminiscências de amores fugazes, refúgios e refugos. ‘Refúgio’ é uma viagem sem volta. Deixe-se levar.”

A artista lança seu primeiro EP. Viagem obrigatória pra quem gosta de música boa e precisa de um pouco de paz no espírito.

Além de Refúgio, o EP conta com a Intro por Larinu, e a faixa Sagrada. 

Só tenho uma coisa a dizer sobre Sagrada, UMA MULHER PRETA É UM UNIVERSO INTEIRO!

OUÇA - Larinu

CORUJA BC1

Coruja BC1, lançou e está disponível em todas as plataformas digitais o álbum NDDN – No dia dos nossos. O álbum, produzido por Skeeter, é o primeiro em edição da gravadora Laboratório Fantasma e vem composto de 11 musicas nas quais Coruja BC1 mostra um rap pesado com influencias de MPB, rock e Jazz. Nas letras Coruja aborda a vida do morador da periferia, racismo, espiritualidade e a forma como somos aprisionados pela nossa própria mente. 
Texto Polifoniaperiferica

BACO EXU DO BLUES

Segundo a descrição do álbum no Genius, Esú traz a história de um personagem em transição, que passa por diversas provações, da depressão ao gozo. Autoestima, individualidade, onipotência, luxúria, sincretismo e empoderamento negro, são temas recorrentes no álbum. A produção musical do disco ficou à cargo de TAS, no Cremenow Studio e a criação dos beats por Nansy Silvvs, exceto a faixa Intro, que tem a base feita por Scooby Mauricio e scratches de KL Jay (Racionais MC’s). O resultado dessa junção é apresentada em 10 faixas que proporcionam uma viagem sinestésica, passando pelas ladeiras de Olinda, com o batuque do Maracatu, pelo carnaval de rua com o choro da guitarra baiana, até as nossas matrizes africanas, com cânticos em Iorubá e batuques dos atabaques do candomblé. 
OUÇA - ESÚ

DON L

Intitulado “Roteiro pra Aïnouz, Vol. 3”, o disco produzido pelo próprio Don L e por Deryck Cabrera, conta com 9 faixas e traz as participações de Diomedes Chinaski, Terra Preta, Nego Gallo, Lay e Leo Justi. Roteiro pra Aïnouz, Vol. 3” é o primeiro disco da trilogia “RPA”.


PRIMEIRAMENTE

No ano em que completa 5 anos de grupo, o PrimeiraMente hoje não conta apenas com Leal, Gali e Raillow nas rimas, mas também com o novo integrante NP Vocal, e nessa nova formação o grupo apresenta seu terceiro álbum, mostrando maturidade e evolução, com quatro compositores autênticos e originais, com timbres de voz opostos, em cima de instrumentais variados, com muito contexto entre as letras, vozes, samples e colagens. “Na Mão do Palhaço” Foi produzido pelo selo audiovisual Di Responsa, tem a presença de DJ Fire nos scratchs e conta com instrumentais pesadas de Lotto, DJ Murillo, TH, DJ Tadela, DJ Fire e DjBatataKilla.


ARNALDO TIFU

Quarto trabalho é inspirado na importância do rap e da cultura hip hop em sua construção humana e social
O MC e rapper Arnaldo Tifu apresenta seu quarto trabalho de estúdio, o EP #RAP 1997, com produção independente de seu selo, Coletivo Riso. Tifu assumiu toda a produção do EP, da direção musical à produção executiva, e encontrou inspiração em sua vivência nas ruas. #RAP 1997 homenageia o ano em que o artista considera seu início na cultura hip hop e no rap de fato, época em que mergulhou no skate, no pixo, no graffiti.

OUÇA - #RAP 1997

LENDA ZN

Primeiro álbum oficial do artista Lenda ZN, lançado pela ONErpm em 2017, foi a realização de um sonho antigo em criar um álbum todo tocado por instrumentos orgânicos, podendo assim ter a essência da criação em tudo, desde a escrita até os arranjos finais. O álbum “Dei-me Agò” é inspirado em ritmos Brasileiros e Africanos que acompanham a vida do artista desde sua infância, bem como o Samba e os toques de tambor oriundos de religiões de matriz Africana. O álbum conta com 12 faixas envolvidas em uma maturidade musical adquirida durante os 13 anos de carreira do músico, que já dividiu palco com nomes ilustres como: Nei Lopes, Charlie Brown Jr, Emicida, Filó Machado e outros.



FULUKE E A MAFIA AFRIKANA

Há tempos “Fuluke e a Máfia Afrikana” compõem a cena cultural de Campinas, berço de tantos clássicos, vide Sistema Negro. Utilizando o Rap como instrumento para denunciar as desigualdades e também a conscientização, entretenimento e acesso da juventude periférica à cultura, as letras contam com o resgate da ancestralidade negra e a transversalidade entre o novo e o velho, traçando uma linha sucessória do cotidiano da população negra e periférica, e enaltecendo em segundo plano nos traps pesados e graves, os atabaques, que no fundo demarcam o resgate da comunicação quilombola ancestral com a roupagem contemporânea.

OUÇA - Oráculo