quarta-feira, 4 de julho de 2018

Traficante de Compton com cancêr terminal, diz saber quem matou Tupac


O assassinato de Tupac Amaru Shakur está um passo mais perto de ser resolvido depois que um suspeito confessou ter participado do assassinato - 22 anos depois. O rapper foi baleado em um tiroteio em 7 de setembro de 1996 e morreu no hospital seis dias depois, mas ninguém foi pego ou julgado por sua morte.

A nova série chamada 'Unsolved: The Murders of Tupac and the Notorious B.I.G.' contém uma análise especializada da guerra de gangues entre os Bloods de Los Angeles - a gangue da qual a Suge Knight era afiliado- e seus rivais mortais, os Crips.


De acordo com o portal Mirror Online, uma das teorias mais populares em torno do assassinato de Tupac é de que ele e o CEO da Death Row Records, Suge Knight, estiveram envolvidos no espancamento de um membro do Crips, Orlando 'Baby Lane' Anderson, na noite da morte de Tupac. E agora o tio de Anderson, Keefe D - que se chama, na verdade, Duane Keith Davis - confessou que sabia quem puxou o gatilho naquela noite.

"Eu era um traficante de drogas de Compton, sou o único vivo que pode realmente contar uma história sobre o assassinato de Tupac", disse Keefe D, segundo o jornal Daily Star. "As pessoas me perseguem há 20 anos, estou falando agora porque tenho câncer. E não tenho mais nada a perder. Tudo o que me interessa agora é a verdade". A confissão chocante de Keefe foi gravada quando ele estava imune pela acusação, e foi ao ar em um documentário diferente, 'Death Row Chronicles'.
Tupac Shakur (1971-1996) (Foto: Reprodução)

Keefe D revelou que ele, Anderson e outros dois - Terrence 'Brown T-Brown' e DeAndre 'Dre' Smith - estavam em um Cadillac dirigindo por Las Vegas procurando por Tupac na noite do assassinato, como vingança pelo espancamento de seu sobrinho. Eles estavam a caminho do Clube 662 onde Tupac deveria se apresentar, mas se cansaram de esperar porque o rapper estava atrasado. O quarteto foi comprar bebidas, mas ouviu mulheres na calçada gritando o nome de Tupac e fizeram um retorno para estacionar ao lado do BMW de Tupac, que estava sendo conduzido naquela noite por Suge.

"Todos as mulheres estavam gritando 'Tupac!', E ele respondia 'ei' como uma celebridade, como se estivesse em um desfile", disse Keefe. "Se ele nem estivesse fora do carro, nunca o teríamos visto". No entanto, ele se recusou a dizer aos criadores do documentário 'Death Row Chronicles' quem puxou o gatilho. "Vou manter o segredo pela regra das ruas. Mas [o tiro] saiu do banco de trás", disse ele em frente às câmeras.

Fonte: Revistamonet