quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Barba Negra e sua turma em "Loop OROBORO"


Uma referência a figura mítica de uma serpente, ou dragão, (ou jacaré) que morde a própria cauda e mergulha para dentro de si; simbolizando o infinito, o movimento, a renovação, um eterno retorno (o próprio loop).

Cada vez mais, o pirata Barba Negra vai trazendo elementos místicos para o seu RAP, retratando a realidade da sociedade com um ponto de vista muito simbólico, recheado de metáforas.

Apesar disso, o vocabulário de rua se faz muito presente, o pirata "boca-suja" (como todo bom pirata) se une aos dois MC´s mais sujos dos arredores desse rio "Parahyba".

Killa Bi e Tunza. Uma constante afronta a qualquer mentalidade fascista que possa pairar sobre os ouvintes. A Assassina (aka Killa Bi) e o Usuário (aka Tunza) chegam junto nessa cena pra mostrar que o Vale é portal sagrado, mas também é luta constante!

"não deram um dízimo pros índios e ainda dizimaram
e os pé de bréque, pé no rabo, tipo bolsonaro
ajoelhei, rezei, pedi pra Erykah Badu
me ajudar, mandar todo mundo tomar no cú
meu clã é Wu, de Oxalá a Exu
pras entidade viva igual Thaíde ou Ice Blue " 

É com essa revolta que o pirata atraca na Rua do Flow para junto da Assassina e do Usuário soltarem o verbo em cima de mais um loop do beatmaker Sala 70.

Os riscos (scratchs) ficam por conta do fiel escudeiro DJ Dedé 3D. Responsável também pela contenção nos toca-discos de artistas como Tássia Reis e Audioclan.

Enfim, chegamos em mais um capítulo da "Ópera do Pirata":

Loop OROBORO, assista: