sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Janine Mathias lança o álbum “Dendê”

Foto: Renato Nascimento

Composto por 10  faixas, primeiro álbum solo da cantora tem participação de Rincon Sapiência e integra canções de Leandro Lehart, Martinho da Vila, Tássia Reis e Val Andrade, além de autorais

Nessa sexta, dia 14/09, Janine Mathias lança seu primeiro disco solo, intitulado “Dendê”. “Esse trabalho é fruto da minha trajetória. Musicalmente é o que em mim tudo tempera. É o óleo que azeita, fortifica, unta, apazigua e ganha outras formas, usos e significados”, ressalta a cantora. 

Produzido por Eduardo Brechó, do Aláfia, em parceria com Renato Parmi, álbum tem o peso do rap e a leveza melódica do samba, incorporando, entre a roupagem clássica dos arranjos, elementos eletrônicos.
 
“Minhas influências e referências são inúmeras. De fora, escuto muito Lauryn Hill, Queen Latifah, John Coltrane, DMC, Tupac, Akua Naru, Mariah Carey e Michael Jackson. Daqui, Ellen Oléria, Liniker, Carlos Dafé, Zeca Pagodinho, Toninho Geraes, Criolo, Rodrigo Campos, Ludmilla, Clementina de Jesus, João Nogueira, Jackson do Pandeiro e Câmbio Negro. Eu amo ouvir o Brasil”, comenta. 


Já na abertura, “Pérola Negra", de Val Andrade, canta a autoestima da mulher negra e representa a questão mais poderosa da ancestralidade. 

Foto: Eugênia Fajardo

 
Em seguida, a faixa-título “Dendê”, com videoclipe já disponível, tem participação de Rincon Sapiência, que também assina a letra em parceria com Eduardo Brechó e a própria artista. 

Nos quase quatro minutos de "Tanto Faz", Janine aquece o coração e comemora a alegria de ser a primeira a gravar uma música composta por Tássia Reis. 

"Na Consolação", feita com Lucas Trigueiro, surgiu há cinco anos. "Desejei muitas coisas para essa track que tem rap e samba na veia. O final "sambei na avenida / cantei toda essa trilha / na consolação vivo e não sofro" inspira-se e homenageia a essencial Elza Soares", comenta.

Reverenciando o tempo, grande senhor e rei, “Já foi”.

Logo depois, “Bom Dia” une referências do afrohouse e afrofuturismo para acordar o mundo lá fora e avisar que onde é possível "cultivar o amor e aliviar a dor, a incerteza não cabe". 

Com esse recado, abre espaço para um sambinha romântico, "Rumores".

“Semba dos Ancestrais” é uma regravação de Martinho da Vila. Já “Maracatu do Meu Avô" é de Ney Lopes e Leonardo Bruno.

Com os versos que não pedem licença para continuar, a ousada "Deixa Eu Ir à Luta", do Leandro Lehart, encerra o disco. "Sambamos muito. Agora, vamos bater cabelo na boate com essa Art Popular. Quem é da minha idade sabe, exatamente, o que esse som representa", finaliza. 

Janine Mathias é brasilense e, desde 2009, mora em Curitiba. Neste projeto, desenha o retrato da música brasileira contemporânea. 


Para ouvir, faixa a faixa, acesse: https://www.youtube.com/user/janinemathiasoficial 
  
Assista o videoclipe de Dendê: