sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Café é o primeiro livro de Dona Jacira.


Dona Jacira nasceu no dia de natal em 1964, cresceu no Jardim Ataliba Leonel, na Zona Norte de São Paulo, e vive hoje no Jardim Cachoeira, na mesma região. É filha de Maria Aparecida, de quem herdou a garra e o gênio forte. Seu pai Estácio, missionário religioso, morreu meses antes do nascimento da caçula do casal.

Jacira é mãe de Katia, Katiane, Evandro (Fióti) e Leandro (Emicida), rapper que dedicou a ela a música Mãe.

A escritora é avó de seis netos e dona de uma grande produção literária cheia de poesia, crônicas, histórias infantis e contações. "Café" é seu livro de estreia, publicado pela editora LiteraRUA em parceria com a Laboratório Fantasma.

Biografia narrada em primeira pessoa, "Café" nos apresenta palavras impressas que refletem mais que o brilho da poesia que, por vezes, brota do riso e o olhar reflexivo de Dona Jacira, tal como em um baile, as palavras valsam entre um capítulo e outro e vão, suavemente, apresentando a rica história de uma mulher que decidiu perseverar.


Mas, não se engane! A obra descortina mais que a história de uma mulher de personalidade forte. "Café" fala sobre sonhos, desilusões, desejos, identidade, território, justiça e medo.


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Como bem colocado pela educadora, Maria do Rosário, outra mulher lutadora nos palcos da vida, ao prefaciar o livro: “Cuidado, você está entrando em terreno perigoso!”. E o perigo é não parar de folhear as páginas que apresentam não só a história de Dona Jacira, refletem a realidade crua da vida que é imposta as muitas “Jaciras” de nosso Brasil, mulheres que cismaram em não desistir da vida, que se recusaram a parar de sonhar.



"Café" não nos oferta uma história triste - ainda que faça rolar uma lágrima aqui e acolá a cada lance narrado e vivido por Dona Jacira -, fala de coragem, de altivez, de bondade, de humanidade. Fala de uma criança que, precocemente, virou mãe, mulher, cidadã e que muito cedo enfrentou a dureza da vida, a navalha dos preconceitos e descobriu que a violência podia estar sentada no sofá da sala, na mesa de jantar ou se esconder nas paredes de sua infância. O livro nos ensina perseverança, arte e amor pela vida.



“Vivi momentos muitos duros. Nos quais não havia espaço para o desenho, a pintura, ou mesmo para a poesia e menos ainda para a prosa. Mas, sempre escrevi! Na minha cabeça, escrevi. A arte sempre foi um refúgio, lugar de busca e de encontro! ”, afirma a autora.




Uma Carolina Maria de Jesus do nosso tempo!



E assim, em um momento tão confuso de nossa história, "Café" completa bem mais que a conversa da tarde, ele alerta sobre o que já foi vivido não só por Dona Jacira, mas para todas as “Jaciras” desta época e de todas as épocas passadas.