quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

No trap ou no boombap? | Uma resenha sobre a diversidade ao fazer Rap.



por Ana Rosa

De acordo com o sério instituto de pesquisa Tireida Kabessa, cerca de 99% das músicas atuais dos MC's que querem falar sobre a sua própria infinidade gigantesca de flows (que são quase sempre iguais), citam o verso "no trap ou no boombap" como se o rap fosse uma dualidade específica, 8 ou 80, onde ou os sons são ruins ou são boombaps. BRINCADEIRA BRASIL, TENHO ATÉ AMIGOS QUE SÃO.

Bom, além disso vejo grande dificuldade das pessoas (me entendam como pessoa também) em definir o que são os subgêneros do Rap, e até mesmo identificar algum artista que pertence a tal vertente, os modos de produção ou como aquela vertente apareceu. Fiz uma breve pesquisa, não vou dar conta de explicitar cem por cento dos termos e subgêneros que existem, isso fica como lição de casa da tia Ana, até porque são muitos, mas queria refletir um pouco sobre alguns termos importantes pra história do Rap, e com maiores influências no Rap nacional de modo geral. Gosto de lembrar que não sou especialista, ninguém é, mas isso é fonte de pesquisa de falas e contribuições de gente que sabe bem mais que eu.

Saber sobre especificidades de cada som não é determinante pra nada, mas ajuda a gente a olhar pra história, não só pelo lado do respeito de valorizar e exaltar quem veio antes, mas também pelo lado criativo, pra buscar ideias, referências, modos de fazer e apresentar trabalhos ao público. Além do fortalecimento do Rap, de não deixar segmentos que tem sua história ligada ao rap, se diferenciarem em algo aleatório. Como o trap por exemplo, que muita gente dissocia do rap, por não entender que todo e qualquer subgênero tem também suas características de produção, de letras, de modos de vida, de influências culturais e sociais.

Evolução segundo a biologia, não é o que é melhor atualmente, mas sim o que é mais adaptado ao ambiente a ponto de sobreviver. Pensando por esse lado, a maioria dos sub-gêneros do Rap se mantém, apesar da ascensão comercial de alguns e outros não, podemos encontrar muitos representantes das centenas de sub-gêneros com trabalhos atuais na rua. Devemos lembrar que a história do rap nacional exposto às mídias e com uma ascensão comercial e financeira é recente, porém o rap americano teve sua independência e essa ascensão de forma diferente e há muito mais tempo; o que deu estabilidade e condições pra muitos artistas se profissionalizarem. Mesmo com o rap sendo comercial há muito mais tempo, apenas em 2019 tivemos o Jay-Z como o primeiro artista de Hip Hop milionário segundo a revista Forbes.

A maioria de nós orienta a definição de Rap como Ritmo e Poesia, e restringe essa poesia ao contar de histórias, quase sempre tristes ou de ativismos, produzidas com jogo de palavras e esquemas complexos de rimas, e tudo que foge a isso temos a colocar num limbo; porém, se formos classificar as músicas em o que é rap ou não somente com essas marcas, acabamos deixando muita coisa de fora. 

É impossível classificar o rap com essa visão purista onde somente uma marca simples como assunto das rimas importa. Se optarmos pelo período histórico em que foi criado o som, temos a divisão que abarca termos como Old School, Golden Era, New School, entre outros termos. Mas como classificaríamos então artistas da Old School que tem uma nova roupagem na arte que fazem? Ou artistas atuais que fazem um som com uma pegada mais antiga? Essas falhas em definir se deve ao fato do rap, bem como o Hip Hop como um todo, ser algo dinâmico, vivo, em transformação constante. O rap acompanha a sociedade e suas nuances, portanto não pode ser uniforme e homogêneo. 

Os primórdios do rap, de fato, têm raízes em grandes articuladores das palavra como Gil Scott-Heron ou The Last Poets, mas o rap é livre, o Hip Hop é livre. Ele tem uma direção política emancipatória pra quem o constrói, mas não deixa de ser uma arte livre. Como KRS-One disse, os quatro pilares do Hip-Hop são: Break, MC, DJ e Grafitti, com o quinto elemento, o conhecimento, permeando e conectando todos os anteriores. Sendo assim, apesar de ser um gênero livre, na criação e execução, é importante que ele nos ensine algo, ainda que seja só como se divertir e tirar um lazer. 

Falando do que chamamos de "das antigas", o rap se concretiza como voz dos guetos em 1982 no som The Message do Grandmaster Flash e Furious Five, mas antes desse som e no mesmo período, haviam músicas que tinham como propósito o lazer, a diversão, até porque ser do gueto e estar se divertindo de maneira auto-organizada já é uma afronta ao sistema. Mas as músicas não necessariamente traziam uma narrativa de aversão ao que acontecia nos guetos. Por exemplo, Light Years Away do grupo Warp 9, lançado em 1983, exemplifica a influência afrofuturista no Hip Hop.

À medida que o tempo passou, o Hip Hop foi ganhando novos lugares e foi reinventando a forma de criar. Por exemplo, grupos como Run DMC, que ostentavam uma fusão com elementos do rock, Public Enemy com suas letras políticas e A Tribe Called Quest que ofereceu uma visão suave sobre Hip Hop com batidas atreladas ao jazz, foram formados e todos ofereceram elementos diferentes ao que se entendia como Rap até então.

Outro momento importante da história foram os anos 90, com o que chamamos de gangsta rap. A maioria das pessoas entende rap quando mencionamos Tupac ou Biggie, a maioria das pessoas se inspira nesses caras e em outros que deram grandes contribuições às ruas. Mas pra gente entender a complexidade de classificar um som, dentro do gangsta rap, temos diferentes formas, West Coast de NWA e Snoop Dogg, a East Coast de DMX e Big Pun, o Sul de Master P e Three 6 Mafia, o gangsta rap nacional de Facção Central e Sabotage, e os vários e vários jeitos diferentes de conceber o que chamamos de gangsta. Ou seja, os sub-gêneros variam de local pra local. Nessa mesma época, ainda surgiram grupos como Slum Village e Mos Def, e trouxeram suas contribuições. Passamos também pelo crunk, e recentemente essas contribuições aumentaram também com o trap, rappers como Gucci Mane, Chief Keef e centenas de outros artistas que contribuem para o rap continuar sua expansão.

Separei uma pequena lista de termos e algumas informações sobre, espero contribuir para a informação de quem lê, mas não se prendam a esses termos, busquem mais, são definições frutos de pesquisas minhas, e a lista pode ser facilmente expandida, afinal é uma salada de termos usados pra classificar ou explicar formas diversas de se fazer rap. A ideia é despertar a curiosidade de quem lê e não definir de fato o que é cada coisa.

Boombap - o termo é sobre um modo de produção. Uma referência a um "boom" de bumbo pesado, seguido pelo "bap" nítido de uma caixa, geralmente em um ritmo moderado e misturado, como diz KRS One, seu pescoço sabe quando você ouve um boombap. Artistas como DJ Premier , Large Professor e Pete Rock agitavam as cabeças das pessoas com o clássico boom bap.



Chopped and Screwed - é uma técnica de remix pioneira pelo falecido produtor de Houston, DJ Screw. Desenvolvida no início dos anos 90, consiste em duas das principais técnicas de mixagem, "chopping" e "screwing", basicamente, usar duas cópias do mesmo disco de vinil, diminuir as batidas por minuto e fazer recortes repetindo algumas palavras e frases ou de vez em quando adicionar um freestyle.




Cloud rap - um termo que começou a ser falado em meados de 2010, seguindo as faixas sonoras de Lil B, o Cloud Rap rapidamente se tornou importante para quem procura descrever uma leva de artistas que tendem a criar atmosferas flutuantes em seus sons, com uso de sintetizadores, notas longas, sons abstratos e incorporando batias de indie e outros genêros musicais, pra tentar trazer a sensação dos entorpecentes. As letras tendem a se concentrar nos temas comuns de sexo e uso de drogas, mas também são conhecidos por suas referências à cultura pop, humor exagerado, surrealismo e momentos de sinceridade emocional. Entre os pioneiros elogiados estavam o produtor Clams Casino, a dupla Main Attrakionz e A$AP Rocky. 




Conscious Rap - rap consciente pode se referir a qualquer rap considerado "a mais" na sua época, como as visões de Melle Mel sobre a pobreza urbana ou as mensagens e as reflexões de J Cole sobre o vício. Na maioria das vezes, costuma significar rappers cujo foco principal é aumentar a consciência sócio-política. KRS One, Dead Prez, Talib Kweli e Boots Riley do The Coupsendo, tão ativistas quanto músicos. Rap consciente também é usado como um atalho para os raps afrocêntricos, que visam elevar a consciência negra, desde Public Enemy, Paris e X-Clan no início dos anos 90 até Kendrick Lamar nos 2010.

Crunk - originário do sul dos Estados Unidos, particularmente Memphis e Atlanta. Quase todo o crunk depende muito da batida, que ao contrário da maioria do rap, raramente é construída com samples. Em vez disso, as máquinas de bateria Roland TR-808 e 909 são empregadas juntamente com punhaladas de sintetizador agressivas, com ritmo médio ou alto. O resultado é muitas vezes enérgico e orientado à dança e ao êxtase, o que é aprimorado por letras que abordam diretamente a multidão e lhes dão instruções. Essas letras são geralmente,  gritadas de maneira agressiva, enfatizando ainda mais o estilo físico da música. Tem suas representações em artistas como Lil 'Jon e The Eastside Boyz.




Dirty South - Dirty South é um estilo mais agressivo,  originário nos anos 90 no sul dos Estados Unidos, particularmente das cidades Houston, Atlanta e Nova Orleans. Intimamente associado à cena do Sul dos EUA, emprega batidas pesadas, ritmos saltados, um estilo de rima "livre" e muitas vezes letras sexualmente explícitas ou violentas, temos como fortes influenciados, o Crunk, Memphis Rap, Trap e Chopped and Screwed. 

Gangsta Rap - feito por ou sobre gângsteres e aqueles afetados pelas gangues. É indiscutivelmente qualificado como um dos estilos mais significativos do rap pois foi talvez o mais responsável pela repulsa social ao Hip Hop. Estilisticamente, o gangsta rap tem letras agressivas e batidas fortes, e a sociedade criticava o gangsta por seus temas violentos e explícitos que variam entre tiroteios, violência de gangues, abuso de substâncias, misoginia, materialismo e várias formas de excesso. Os rappers ficaram na defensiva e argumentavam que o rap era apenas um reflexo das dificuldades que eles enfrentavam no mundo real. Embora o primeiro registro de rap que abordasse explicitamente a vida das gangues fosse o PSK de Schoolly D em 1986, o movimento gangsta rap alcançou notoriedade global posteriormente. Artistas como Snoop Dogg, Tupac, Raekwon, Jay-Z, Scarface, The Notorious BIG e centenas de milhares de outras pessoas foram influenciados pelo gangsta rap. 



G-funk - originário na costa oeste através do trabalho do Dr. Dre com Above the Law, o G-Funk contrastava com muitos dos sons predominantes na época. Dr. Dre e Cold 187um criaram uma forma de rap que parecia muito mais descontraída e orgânica do que muitas faixas. Em meados da década de 90, esse estilo proliferou nos estados do Centro-Oeste e do Sul, por um período que se tornou a forma dominante de rap. Uma característica notável da maioria das faixas é a ênfase no prazer pessoal e na vida no momento, mesmo em alguns cenários incrivelmente sombrios. 




Golden Era - (1985 a 1993) período que consolidou os sons da East Coast e da West Coast e transitou para a era moderna. Se caracteriza pelo período de grande diversidade, qualidade, inovação e influência. Todo single parecia algo novo, que reinventava a forma de criar. Havia vários tipos de assuntos, e a música era experimental, com samples ecléticos de jazz e rock. Também havia muita ênfase na questão da negritude, durante a Golden Era, o rap era afrocêntrico e negro eram proeminentes e  aproximou muitas pessoas da militância de seus antepassados ​​Panteras Negras por exemplo. A variedade estilística na Golden Era se dava porque os rappers tinham uma alma individual ditada por sua região, seus costumes e suas comunidades, e não por um estrategista de marketing. Os artistas mais frequentemente associados são Run-DMC, Public Enemy, Beastie Boys, Boogie Down Productions, Eric B. & Rakim, Big Daddy Kane, De La Soul, Gang Starr, A Tribe Called Quest, The Jungle Brothers e mais.


Gospel - a fé cristã combinada com rap, ficou até muito popular no Brasil também. Além das letras que pregam a fé, ou superações através da fé, também podemos encontrar músicas com piano, violão e coral na produção.

Grime - Um estilo com ritmo acelerado, nascido no início do século XXI em Londres. Desde o início e até hoje, a questão de saber se o grime realmente se qualifica como rap permanece controversa. Muitos apontaram as raízes da cena no Reino Unido como evidência de que é algo completamente diferente - mas vale a pena ressaltar que o rap Old School também cresceu a partir de músicas de clubes como funk e disco. O grime é uma forma de música dirigida pelo rap, inventada por jovens músicos negros, há ênfase nas batalhas líricas e uma influência reconhecida do rap americano. 



Horrorcore - o lado mais sombrio do gangsta rap, muitas vezes colocando um toque absurdo ou sobrenatural. Trabalhos do grupo The Insane Clown Posse e as preocupações obscenas do Necro representam o estilo. Mas alguns registros de horrorcore são essenciais, principalmente o catálogo inteiro de Gravediggaz, da estridente estréia Niggamortis ao som do rapper Too Poetic lutando com sua própria mortalidade e as duras realidades do câncer de cólon terminal em seu terceiro e último álbum Nightmare In A-Minor. Bushwick Bill e seu álbum solo Phantom of the Rapra também é um excelente material. 




Jazz rap - Um estilo nascido no final dos anos 80 e início dos 90, o jazz rap tem uma sensação visivelmente diferente de optar por um som descontraído e suave. Contém muitos samples e detalhes extras de produção vindos do jazz, usando trompetes, saxofones, piano, contrabaixo, etc. Os primeiros grupos de rap de jazz, como A Tribe Called Quest e Gang Starr, inicialmente equilibraram o jazz com o rap tradicional de maneira uniforme, mas em apenas alguns anos artistas como Digable Planets e Guru (através de sua série Jazzmatazz) introduziriam a instrumentação de jazz ao vivo como foco. Essa sensação ao vivo se tornou uma característica importante da música, às vezes apresentando vocais improvisados ​​ou solos instrumentais. Em termos de letra, a maioria dos MCs se apegou à idéia da poesia de rua, envolvendo também gírias e atitudes que expressariam melhor coisas como mensagens afrocêntricas e racialmente positivas, com foco nos sucessos e fracassos passados ​​dos negros (e em menor grau em todas as pessoas) e nas maneiras pelas quais as comunidades podem ter sucesso no futuro.



Memphis Rap - Recomendo a leitura do artigo do meu mano Marcola, de onde extrai essa informação: "O Memphis RAP é conhecido por algumas caraterísticas marcantes: O uso do Rolland 808, vocais repetitivos e com efeitos como reverb, algo que Denzel Curry faz muito uso em seu trabalho 32 Zel Planet. Outro grupo atual que bebe e muito da fonte desse gênero são os moleques do $uicide Boy$. Se vocês ouvirem esses dois artistas vão sacar a puta influencia do gênero no TRAP atual". Então como representantes do segmento temos Three Six Máfia, Gangsta Pat e DJ Squeeky.

Trap - originário de Atlanta no início dos anos 2000, embora seja diverso estilisticamente, ainda é marcado por seu característico som rápido de chimbal e graves pesados ​​em ritmos moderados. "Trap" é uma gíria que denota um local onde substâncias como lean são vendidos; pode ser ouvido em músicas como a SpottieOttieDopaliscious de 1998 do OutKast. No entanto, foi o álbum Trap Muzik de TI em 2003 que cunhou "trap music" como uma descrição de um estilo de música, e geralmente se diz que o trap começa com este álbum. Juntamente com TI, Jeezy e Gucci Mane também são considerados pioneiros. Esses rappers misturavam batidas do 808 com chimbal rápido, com letras que tratavam de tráfico de drogas, atividades de gangues e outros tópicos característicos do Gangsta Rap e tinha o ritmo menos dançante que o crunk. A partir de 2012, uma forma de trap mais melódico começou a tomar forma. O single de 2012 Turn On the Lights, do Future, produzido por Mike WiLL Made It, foi um pioneiro do estilo, com seus riffs de sintetizador repetitivos e  seu fundo de sintetizador melancólico. Mais tarde, rappers como Young Thug , Lil Uzi Vert, Rico Homie Quan e Lil yachty, bem como produtores, continuaram nesse estilo com muito sucesso comercial. Enquanto muitos rappers famosos ainda vêm de Atlanta, o alcance do trap tornou-se global devido ao seu sucesso comercial, e inspirou a música em gêneros fora do rap também. 



Underground - De um lado temos o rap comercial, onde aparecem MCs consolidados no mercado musical e do outro lado, aparece o rap underground, uma cena alternativa que se opõe ao mainstream. Na maioria das vezes esses artistas são independentes e optam por produções alternativas nas músicas, sem seguir um padrão de estrutura nas composições.

Old School - No cotidiano, velha escola tende a significar qualquer coisa lançada durante ou antes da infância do ouvinte. No rap, a velha escola é melhor entendida como o som e o espírito da própria infância do Hip Hop, desde seu nascimento em 11 de agosto de 1973 até meados de 1985 quando o rap começou a tomar espaços no mainstream e se popularizar, principalmente pelas gravadoras autonômas que foram surgindo. Clássicos de artistas como Sugarhill Gang , Kurtis Blow , The Treacherous Three e Afrika Bambaata representam a Old School.

Rap político - o tipo de rap que se desenvolveu na década de 80 com Grandmaster Flash & The Furious Five lançando o primeiro single de rap com conteúdo político conhecido em 1982, que incentivou vários artistas de Hip Hop a abordar questões sociais e políticas. Rap político refere-se à artistas que têm afiliações e agendas políticas evidentes. Também pode ser usado para incluir artistas políticos de todas as faixas ideológicas: nacionalistas negros (Public Enemy, Ice Cube, etc), marxistas (The Coup, Marxman), socialistas (Dead Prez, Imortal Technique) e até anarquistas (MC Lynx).

Bom, esses são uma seleção bem pequena e não representativa dos termos usados pra definir, classificar ou identificar a diversidade do rap. Com tudo, o mais importante dessas classificações é mesmo conhecer artistas, contribuições e modos de produção, extrair o conhecimento temporal, olhar pra como nossa cultura e sua representação musical é foda. Não existe rap de verdade ou rap de mentira, existem formas que nos agradam mais ou menos. É possível fazer uma música que fala mal de negros do gueto e chamar de rap? Sim! Mas é impossível chamar a isso de Hip Hop. Quando caímos em questões como rap que apoia miliciano entre outras fitas, é importante lembrarmos disso, o que define um gênero musical são um conjunto de elementos como estilo, tema, som e instrumentos. O que define Hip Hop é um movimento cultural, social e político, com uma direção, com um objetivo emancipatório. Deixo o meu muito obrigada a quem chegou até aqui, continuem buscando informações. A eles ... NUNCA SERÃO!

Fontes:

Um comentário: