Através da poesia dita marginal, as violências vivenciadas ganham voz e projeção. Mas, a poesia que inflama versos de protesto no EP Corpo Fechado é a mesma que cuida e transmite afeto.

Corpo Fechado, o primeiro EP do artista Reyynam Poeta, já está disponível no YouTube e nas principais plataformas de música. Nesse trampo, o cantor e compositor baiano trata com a devida urgência temas relacionados aos traumas causados pelo racismo, pobreza, violência e masculinidade tóxica. Mas, versos de esperança, cuidado e amor também ecoam como caminho de cura.

Reyynam acredita que a cordialidade é uma estratégia de sobrevivência diante da hostilidade e violência diária direcionada às pessoas da favela. “Busco despertar reflexões a respeito de questões sociais, culturais, psíquicas e ser autobiográfico. A narrativa transita entre afeto e desafeto em meio ao cotidiano”, afirma o cantor. 

Música e poesia se unem numa mistura de batida eletrônica com ritmos inspirados na black music, rap, ijexá, samba reggae, e letras conectadas com o dia a dia urbano, da quebrada ao centro. A música que leva o mesmo nome do EP, conta com a participação da cantora sergipana Lari Lima, já a que abre o projeto, Máquina de Traumas, tem o poeta e agitador cultural Nelson Maca e o artista Wall Cardozo.

O EP Corpo Fechado foi gravado no estúdio Caverna do Som. A design MapaM assina as artes visuais e Levi Mendes as fotografias. O trabalho é realizado com a produção da Cafofo e tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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