NOTICIÁRIO PERIFÉRICO

O rapper baiano Galf AC traz um frescor ruestre em seu álbum "Botando Pra Ver Bicho Pt.1"

 

Galf AC é um rapper baiano que vive no undeground da cena do rap brasileiro. 

Desde que se propôs a fazer um som combativo, Galf sendo um jovem preto e periférico precisou ser agressivo para resistir. Galf AC começou na música aos 14 anos na banda Fecal Feast, um grupo de grindcore. As letras do grupo se resumiam em toda aquela revolta juvenil contra as desigualdades sociais. No desejo de elaborar melhor suas letras, Galf adentra na cultura Hip Hop fazendo parte do grupo Aspecto Cordial, herdando o AC no nome e se formando um dos MC’s mais atuantes da cena na virada da primeira década deste século. O rapper também fecha com a icônica banda UGangue, um dos coletivos mais foda dos últimos 10 anos no rap nacional. A banca que reúne Vandal, Rap Nova Era, Kiko MC, Daganja, Pivete Nobre e o próprio Galf AC, segue trampando.

O artista baiano não gosta de andar só, ele também fecha com o coletivo A Fraternidade Maus Elementos. Junto com os MC’s e beatmakers com Diego 157, Oddish, Tiago Negão, Lukas Kintê, Victor Haggar e Gil Daltro aka Bolsh, Galf AC participou do único disco lançado pela F.M.E., Eles Não Vão Perdoar (2015). 

Já no ano seguinte o rapper deu à luz ao seu primeiro disco: Fragmentos de Uma Mente Volátil (2016), um trampo zica, onde o público pôde pela primeira conhecer o artista mais afundo.

Agora em 2021, o rapper lança o álbum "Botando Pra Ver Bicho Pt.1". 

Com 7 faixas, participações de Matéria Prima, Alladin e produções de Gil Daltro e Quavase, o álbum vem numa pega bem boombap, mas nada oldschool, com clima nostálgico. O álbum vem com uma forte influência da banca novaiorquina Griselda, que dá um clima bem de rua mesmo. O rapper foge daquele padrão quadrado de rimar e da sua cara nas rimas, métricas, adlibs e melodias, algo que é bem característico no som do Galf.

Confira:


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