terça-feira, 28 de novembro de 2017

Isto é consequência do histórico de colonização e consequentemente da perseguição e da demonização de tudo que vem da África, passaram se séculos e continua até os dias atuais.



O Brasil é um pais onde a maioria da população é negra, em 2015 dados apontam que 54% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos.
Apesar de oficialmente nossa republica federativa ser laica, na pratica não funciona. Somos um pais de maioria cristã, dentre estes cristãos, os evangélicos protestantes e pentecostais são maioria.
Onde eu quero chegar? Com o aumento destas denominações nas quebradas, atos de intolerância tem aumentado drasticamente a ponto de acontecer atos de violência física e psicológica. 
Sabemos que isto tem um viés racista, pois as únicas religiões que sofrem com preconceito sãos as de matriz africana. Budistas, Hindus ou espiritas kardecista não passam por isto. 

Nós do NP, nunca ficamos em cima do muro e nos posicionamos diante de fatos como este. Mas desta vez achamos importante pegar a opinião de pessoas do rap, pois estes atos de racismo tem acontecido dentro da nossa cultura. 

Algumas semanas atrás, soltamos o artigo - Intolerância religiosa. E o que o Rap tem a ver com isso?. Neste artigo escrito pela Ana Rosa, tem trechos de declarações de: Jair Cortecertu, Lucas D'Ogum, Souto MC, o grupo Omnira, Lázaro (Opanijé), Anarka e Thiago Elniño.


Num trecho do artigo escrito pela Ana Rosa, diz: 
"O movimento Hip Hop é concebido como um movimento de resistência, e principalmente de denúncia contra a figura do opressor. Sim, existem vertentes que não pautam nada disso em suas letras, mas implicitamente levam consigo, o movimento em si leva esse pilar junto dele, ou pelo menos deveria."
Vale lembrar que o Rap e o Hip Hop, são manifestações culturais que são enraizadas na cultura preta e africana. É incabível ato racista ou intolerante dentro da cultura.

Como dito acima, pegamos declarações de algumas pessoas ligadas ao rap e que praticam a religião. 

Entrevistas anteriores:
Lazaro Erê Castro, membro do grupo baiano Opanijé - 

Não adianta arrotar negritude e cuspir na história de nosso povo desrespeitando o candomblé.



Jair Cortecertu, que é bibliotecário, blogueiro e DJ. 



A bola da vez é o grupo Omnira, o grupo é formado por: Janaina D'NotriaPaty TrezeJuh Sete e Dj Neew.



Perguntamos ao Omnira: Diante desta onda de intolerância religiosa para com as religiões de matriz africana. Qual a importância de rappers se posicionarem diante destes fatos?

Acreditamos que é importante os/as pessoas envolvidas no hip hop se posicionarem contra esse tipo de intolerância, primeiro pelo fato da própria cultura ser um movimento questionador e de protesto contra qualquer tipo de intolerância, e segundo que por trás da intolerância em relação a religiões de matriz africana se esconde o racismo por serem religiões influências e/ou disseminadas por negros e negras e isso o Hip Hop não pode compactuar.

Perguntamos também: Tem alguma explicação de onde vem esta onde conservadora, que vem dominando as quebradas e o rap?

Isso não de agora, isto é consequência do histórico de colonização e consequentemente da perseguição e da demonização de tudo que vem da África, passaram se séculos e continua até os dias atuais.


Pra finalizar perguntamos: De que modo combater tudo isto?

Dialogando, denunciando, combatendo, manifestando e acima de tudo se posicionando de forma contundente pra que isso nunca passe batido.

Fiquem atentos que a ultima entrevista sai no dia 30.
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