sexta-feira, 3 de julho de 2020


Roms e Mano Chel lançam vídeo da música "Vem No Trilho Do Trem" a letra narra de forma autobiográfica a vivências desses rappers, duas figuras que são referências no rap independente de "Guaianases" extremo leste de SP, a produção musical ficou por conta de Zion D que nos presenteou com um beat hip hop, soul, old school com groove marcante, onde Roms e Chel chegam com um flow cheio de suingue, ideal para sacudir qualquer baile black.

O vídeo foi dirigido por Michel Conceição e traz imagens documentais, cheias de referências e flashbacks, misturados a arquivos pessoais dos artistas que nos leva a uma viagem cultural pelo túnel do tempo passeando nostalgia, vale a pena conferir.

Assista:


Audio Combo, Diazz e Punk Inc lançaram o som de conteúdo altamente antifascista de nome Messias, fazendo alusão ao presidente no Brasil. Trazendo fatos atuais e históricos sobre a queda nazista e sua ligação com o Brasil pós segunda guerra mundial. O trio reage contra essa onde preocupante que elegeu um “descendente de porão nazista”. 

A produção do beat é do Rodrigo Diazz (Diazz) que usou como sample nosso próprio hino nacional e a mix e master foi feita pelo Kleber (Punk Inc.).

Ouça:


Batalha da Matrix em parceria com a Fabrica de Cultura entrevista o lendário King Nino Brown

Acreditamos que pessoas importantes e que deram sua contribuição em sua comunidade, tem que ser homenageadas em vida. Homenagem póstuma é importante, mas é tarde. Por isso nosso amor por pessoas importantes e que levaram conhecimento e acalanto para os outros tem que ser demonstrado em vida. 
O King Nino Brown é uma das grandes lendas do movimento Black Soul paulista e pioneiro na cultura Hip Hop. Quando o Nino Brown chegou era tudo mato, ele capinou e plantou frutos que nós colhemos até hoje. O Hip Hop é uma cultura africana na America, ta ligado? Tanto no Hip Hop, quanto na Africa, sempre é ensinado a respeitar quem veio antes de você, inclusive nossos ancestrais. Se você não repeita quem veio antes, você não se respeita.

O mestre King Nino Brown foi conquistado pelo Movimento Soul Paulistano em 1974, quando passou a residir na favela do Jardim Calux em São Bernardo do Campo. Na década seguinte fez parte do nascimento do hip-hop no Brasil e passou a ser representante da Zulu Nation.
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O Hip-Hop é uma cultura que se inicia nos anos de 1970 nos EUA e vem para o Brasil nos anos 1980.
Como era o Brasil nesse momento? O que veio antes disso? Como foi esse nascimento? Como é hoje e como será o futuro? A Batalha da Matrix reúne pessoas chave para contar essa história, além de trazer recortes para a importância do ABC Paulista. E, para iniciar vamos viajar no tempo com Nino Brow com “Do Funk ao Hip Hop”

Assista:


quinta-feira, 2 de julho de 2020


Por motivo da jovem ser menor de idade, não vamos expor sua identidade. 

Não é novidade que o rap e o mundo da música é sacudido com noticia de músicos que tentam ou se envolve com menores de idade, agridem suas companheiras, assediam fãs em shows de rap e por aí vai. O maior exemplo é o do cantor de R&B, R. Kelly, que vem sendo acusado de se envolver com menores de idade e fazer coisas horríveis com elas. O musico até o momento está preso por diversos crimes. 

Lembrando que o cantor se envolveu com a cantora Aliyah quando ela ainda era menor de idade. 

Na tarde de ontem (01/07), mais conhecido como quarta-feira, uma jovem ******** expôs uma conversa com o rapper Rebeld, onde o mesmo a assedia vulgarmente mesmo ela sendo e dizendo ser menor de idade. Na tarde de hoje recebemos os prints da exposição e depois de conversar com pessoas mais esclarecidas referente ao assunto e no desenrolar dos fatos e etc. Viemos aqui expor o fato. 

Em um trecho do print está assim: 

- Você tem quantos anos? 

- Quantos anos acha que eu tenho? 

- Não sei kkkk 

- 35... Sou gostoso e extremamente chupavel... Melhor que muitos de 20 

Tentamos entrar em contato com o Rebeld através de sua rede social e até o momento dessa matéria o mesmo não nos respondeu sobre o ocorrido. 



Detalhe importante: Mesmo se ela fosse maior de idade, o assédio! Não se diz essas coisas para mulher nenhuma. 

Segue um trecho da declaração da menor: 

“Há uns dias atrás o Rebeld (ex- SNJ) me mandou solicitação no Facebook, e eu, por ser fã do grupo, claro que aceitei. Logo o mesmo me chamou no Messenger e então começamos a conversar, conversa normal, sem segundas intenções (pelo menos da minha parte) ... Enfim. Ele perguntou se tinha algum problema eu o chamar no Whatsapp e eu disse que não, e então ele me passou o número dele... 



No wpp, ele começou a me elogiar demais e disse que queria me conhecer pessoalmente, eu disse que era foda pois eu sou MENOR DE IDADE e muito nova pra ele. Foi quando ele me soltou essa pérola que vocês tão vendo aí no Print...” 


Após uma certa repercussão em uma discussão na internet apareceu um print onde o rapper alega que teve seu Whattsapp clonado. 



Como dito acima, o rapper não nos respondeu e ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

quarta-feira, 1 de julho de 2020



Em parceria com a Pineapple StormTv, Amiri lança o clipe “Nóis no Topo” 

Nesse som novo, o rapper paulista mostra do porque ainda é o melhor mc que faz ego trip na cena paulista. Som e clipe gravado em 2019, Amiri traz uma energia monstra e mostra o melhor de suas rimas para a cena. 

Assista:
 

Ficha Técnica:

Letra/Voz - Amiri 
Produção Musical - Deryck Cabrera 
Mixagem - Deryck Cabrera 
Masterização - Mudroi

“A revolução não será televisionada” é o primeiro single do Preto-R pelo selo Humkuartu Entretenimento. A música é mais que atual, retrata muito bem a realidade e a necessidade de uma revolução para cessar o genocídio do povo preto.  O nome de som foi tirado de uma famosa frase do Gil Scott-Heron.

Assista:
 

+ Sobre o Preto-R 

Rogério Gomes Martins, conhecido artisticamente como Preto-R, é Rapper e Compositor, nascido em São Paulo em 20 de Janeiro de 1976 e criado desde os seus 05 anos em Santo André, cidade da região Metropolitana de SP. 

Iniciou no Rap aos 12 anos, escrevendo poesias. Aos 14, participou do concurso da Kaskatas, no antigo Club House, chegando à Semi-Final. 

Em 1993, juntamente com o Dj Julião (Armagedon) e mais dois integrantes, fez parte do grupo Sangue Negro, que tinha uma proposta de auto valorização do homem negro no Brasil, tratando de assuntos sociopolíticos. 

Em 1997, Preto-R, o Rapper MCH e DJ Nato participam com o grupo Assassinos da Ironia de um concurso da Kaskatas e posteriormente com Claudio Kaos, Kaka e Kabeça, formam o grupo Polemikaos. 

Em 1998, foi Co—Fundador e idealizador do selo Pau de da em Doido e fez uma participação na música “Trilha Sonora” no álbum do grupo Armagedon. 

Em 2020, Preto R lança sua carreira Solo, com o Single “A Revolução não será Televisionada”.

O single “Dia Nublado” foi composto e executado por Flávio “FLY”.

UltraFlow chega na cena falando de uma fase difícil que todos passam no decorrer da caminhada e, é necessária, com um compilado de criatividade na letra se junta a uma lírica rebuscada, mas que também mantém uma mensagem positiva na expectativa de dias melhores 

A faixa foi produzida e mixada por Lucas HDP

O clipe tem direção e câmeras guiadas pelo integrante Ultraflow Hironaky e editado por Lucas HDP.

Assista:



HXP é um artista e produtor fonográfico atuante na área do Trap e funk. Já conta com dois álbuns lançados e diversos singles. Seu interesse pela música começou aos 10 anos de idade quando fez as primeiras apresentações de funk nas quermesses da zona sul de SP. 

Seu último trabalho, o álbum consagrado como “Prata Mais Cara”, fala sobre life style. O álbum reverencia a vida do artista em momentos complicados, porém muito importantes para sua formação pessoal. 

Prata Mais Cara é um termo que referencia metaforicamente um sonho e o preço que se paga por ele. 

Conceito PRATA MAIS CARA:

A prata, repleta de brilho e ostentação, que para muitos de nós representa autoestima, poder e vitória, não é só um adereço, já que comida sobre a mesa tem o brilho tão intenso quanto. Uma vida sem necessidades é tão sedutora quanto perigosa, dependendo do caminho que você trilha para alcançá-la. Prata Mais Cara é nada mais e nada menos que um estilo de vida. 

HXP incorpora esse pseudônimo para narrar uma trajetória da sua vida em que, na busca pela melhoria, acabou se vendo em um caminho regado de riscos e perdas, afinal, a prata é sempre mais cara dependendo de quem você é.

Ouça:


Guidão, nascido em 98 procura trazer em sua música a essência do rap nacional, desde os seus primeiros versos a cultura está presente sempre lembrando os raps de antigamente, hoje o mc conta com dois Ep’s na rua e diversos singles contendo participações de alguns Mc’s de SP e RJ. 

RAIP Part.1 

Seu novo lançamento é algo totalmente diferente do que vem fazendo dentro do rap nacional! Em um beat de trap Guidão faz uma crítica aos Mc’s que enchem o ego contando ou comprando views. 

“Senti a necessidade de falar um pouco sobre esse tema, no qual o Rap está se tornando brincadeira pra algumas pessoas!”. Conta Guidão. 

“Eu não queria falar isso, 

Mas é preciso 

Eu não queria fazer isso 

Mas é necessário” 


“Nesse verso deixo explicado o motivo desse som que não será uma Diss e sim um descontentamento com a cena atual do rap!” Completa o mc. 

Ouça:

terça-feira, 30 de junho de 2020


Se liga na surpresa!!! 

O lendário produtor Buckwild lançara seu novo álbum chamado “Fully Loaded” em 3 julho. Antes do lançamento, desse single, Buckwild lançou o clipe da faixa que leva o nome do álbum, “Fully Loaded”, som com participação de Rome Streetz. "Easy UP" conta com a participação do lendário grupo da Carolina do Norte, Little Brother. Big Pooh e Phonte arregaçam, diga-se de passagem! 

Buckwild já produziu: Diggin ‘In Crates, (D.I.T.C) B.I.G, Jay-z e outros.

Confira o som:



Ação do projeto Nenê do Zap leva informações às famílias em forma de rimas – Nego Bala, Kimani e Luz Ribeiro são os nomes envolvidos no projeto

Em mais uma ação do projeto Nenê do Zap, que tem a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal como curadora e apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO), o Nenê do Zap se une a nomes conhecidos do rap nacional para levar informação segura às famílias de como cuidar dos filhos e de si em tempos de coronavírus. 

Semanalmente, um dueto será compartilhado via WhatsApp e redes sociais do Nenê do Zap (Facebook e Instagram). Com linguagem acessível e divertida, o Nenê do Rap tem como objetivo chamar atenção da população para os cuidados necessários, principalmente com as crianças, durante a pandemia de coronavírus. 

Lançado no dia 09/06, o rap criado por Nego Bala reforça a importância do uso da máscara e do álcool gel, além da necessidade de sempre lavar as mãos com água e sabão. Nas próximas semanas de junho será a vez da poeta Luz Ribeiro dar seu recado sobre os cuidados para evitar a contaminação, especialmente para famílias com nenês e crianças pequenas. 


Desde a chegada do coronavírus ao Brasil, o Nenê do Zap tem sido um aliado das famílias com dicas sobre como enfrentar a quarentena com nenês e crianças em casa, além de apoio para que pais e mães cuidem não só da nenezada, mas também de si. 

"Com as crianças em casa, sem creche ou escola, e muitos pais saindo para trabalhar ou trabalhando em casa, está mais complexo cuidar das crianças e de si mesmos. Com o Nenê do Zap, queremos que eles sejam impactados e absorvam essa mensagem de uma maneira simples, consistente, divertida e também acolhedora", afirma Paula Perim, diretora de comunicação da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Sensibilizar, informar e divertir - O projeto nasceu com o foco de comunicar como a brincadeira, o afeto e a conversa são vitais para o aprendizado e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos pequenos desde o primeiro dia de vida. Segundo pesquisa do IBOPE encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 53% da população brasileira não sabia que bebês começam a aprender antes dos seis meses de vida. 

Com a crise do coronavírus, o Nenê passou a incluir dicas práticas de cuidado e higiene além de conteúdos que reforçam a importância da conversa com nenês e crianças para promover a conexão e a saúde emocional nesse contexto de distanciamento social. 


Toda a conversa com o Nenê do Zap é gratuita e para receber os materiais, basta mandar um "Oi" para o número (11) 99743-8964. O Nenê também está no Instagram e Facebook com conteúdos extras e conversas com especialistas. 

Acompanhe o Nenê do Zap:


Sobre o Nenê do Zap

O Nenê do Zap é um projeto sem fins lucrativos que incentiva as conversas e a interação de pais, mães e cuidadores com crianças do nascimento aos seis anos. Usando as redes sociais de forma divertida, o personagem envia dicas de como interagir positivamente com bebês e crianças, além de dar informações sobre essa fase tão importante da vida. As experiências e descobertas vividas na primeira infância são fundamentais para o desenvolvimento humano. Brincadeiras, afeto e conversas são tão importantes quanto cuidados básicos como saúde e higiene e devem ser estimulados desde a gestação. Com sua fofura e esperteza, o Nenê do Zap vai levar conteúdo sobre a infância e inspirar os adultos a participar bem de perto da vida das crianças. O projeto conta com curadoria de conteúdo da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Liverpool é o novo single de Baltazar MC, que conta com participação especial do artista Dos Santos, ambos integrantes do grupo BAD FOR KIDZ

A música é um trap experimental produzido por Aedo, onde os Mc's trazem versos recheados de punch lines, aliadas à diversas referências que vão da premiada série Peaky Blinders à O Justiceiro. Comparando a sua gravadora Gueto Anonimato Records com o renomado coletivo artístico ASAP MOB, famoso no mundo inteiro. A faixa se chama Liverpool, pois na semifinal da Champions contra o Barcelona o time fez uma virada histórica e inacreditável. Simbolizando assim que para sua "banca", não importa qual seja a situação, eles sempre vencerão. 

A arte de capa foi feita pelo designer Luis Henrique, e a captação, mix e master ficaram por conta de Jay-Gueto, CEO da Gueto Anonimato Records.

segunda-feira, 29 de junho de 2020



Os gaúchos Neco MC e o Pach se unem em som “White’s Problem” 

A partir do momento em que o vídeo de um Menino estadunidense de 12 anos cantando uma música sobre a vida de um jovem negro ter viralizado, o Neco MC chamou o Tru3 Beats (produtor da Koé Records) para usar o som como sample, o Tru3 assim como todos, estava impotente em relação ao momentos dos protestos.

“Não queríamos nos expressar apenas através de posts. Então o Tru3 me chamou também pra essa collab” Conta Pach.

White’s Problem fala de como o sistema vai desencorajando a gente que é preto desde sempre. O som também fala sobre ataque à autoestima, ascensão social, do sistema jurídico que é parcial judicial e a esquerda burguesa que banca de salvadora e estão pouco se fodendo pra nós. 

“Falamos de como é fácil pra um menino preto sem autoestima e autoconfiança se ludibriar com a representatividade e história de "sucesso" mais próxima, que são os jovens envolvidos no tráfico. De como nos damos conta de como a maioria dos casos terminava” conta os mc’s. 

Assista:


O roteiro e a direção do clipe foram por conta do Jonathan Pach e a fotografia pelo Alexandre.


O rapper D'Ogum fez a estreia do seu Podcast nomeado Do Banzo ao Orun: O Futuro é Ancestral, um podcast que proporciona uma viagem adentro dos universos e experiências existentes por trás do disco "Do Banzo ao Orun", lançado em outubro de 2018, pelo mesmo. 

O intuito do podcast não é analisar rimas ou questões técnicas do disco, mas sim utilizar o 5 elemento do Hip-Hop, o conhecimento, como um mecanismo de aquilombamento intelectual e espiritual. Através do aprofundamento de nossas experiências humanas enquanto pessoas pretas, é proposto assim, um movimento de revisitação a nossa própria essência enquanto seres divinos, com o intuito de nos potencializarmos cada vez mais. Dessa forma, a partir de suas experiências pessoais e também de uma cosmovisão africana, D'Ogum nos proporciona uma troca, onde passamos a ver não só o Hip-Hop, mas a música, a vida e tudo que nos cerca, a partir de uma perspectiva preta que sempre nos foi ofuscada. 

“A obra se desdobra nos movimentos diaspóricos, refletindo as subjetividades e diversas construções sociais e existências que são acopladas a pessoas pretas, tais como as complexidades das múltiplas realidades e papéis pré-estabelecidos pela branquitude, o choque existencial que ocidente reflete em nossas mentes, corpos e espíritos, os traumas trans geracionais a serem superado e um ponto de destaque como fundamento e cerne principal da obra: O fato do povo preto ser a potência criadora e evolutiva do mundo e de como isso é estrategicamente retirado de nosso senso existencial” relata D’Ogum 

Ouvindo esse Podcast a sensação que fica é que D'Ogum consegue ultrapassar as barreiras dos distanciamentos proporcionado por essa pandemia e também pelo distanciamento existencial que a formação histórica desse país nos gerou. Ultrapassa de forma propositiva, recuperando a nossas múltiplas identidades e nos deixam fundamentados, instigados a nos fortificar espiritualmente, intelectualmente, mentalmente e fisicamente.

Ouça o podcast no Spotify | Do Banzo ao Orun: O Futuro é Ancestral

Ouça:

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FICHA TÉCNICA:

Gravado em casa respeitando as orientações de saúde da OMS.
Captação, direção e edição: D'Ogum 
Direção Artística: Indy Naíse

Na última quinta-feira (25/06), o rapper SOS lançou o álbum “Eu nem gosto tanto assim de Trap”, gravadora carioca Uclâ. O álbum tem 12 faixas, e é o segundo álbum do rapper, que faz parte do casting da gravadora que soma mais de 150 milhões de views nas plataformas de streaming. 

SOS é natural de Campo Grande, Rio de Janeiro, o MC explica que o disco “é muito fruto do que vi, ouvi e vivi na praça do bairro onde eu nasci”. Além disso, “Eu Nem Gosto Tanto Assim de Trap" reforça o refrão de 32 Andares, música do seu primeiro álbum. “As composições apontam causas, pensamentos e posicionamentos meus, dos outros artistas e do público em geral, que me fazem de fato nem gostar tanto assim de trap”, explica. 

“Eu Nem Gosto Tanto de Trap Assim” reúne participações de Baco Exú do Blues, Sueth, Duzz, Kweller, VK Mac, Chris MC e Leal. Os beatmakers Peu, Mowk, M2, JnrBeats e 808 Luke são os responsáveis pelos beats, enquanto, a produção do disco é assinada pela Uclã

“Do título à última batida por minuto, Eu Nem Gosto Tanto Assim de Trap é uma viagem aparentemente despretensiosa pra dentro da minha mente. Mas cuidado, você pode não conseguir mais ver as coisas ditas nesta obra do mesmo jeito, eu não consigo. E depois da última música, de repente, você seja outro que até goste de trap music, mas nem tanto assim”, afirma Sos.

Ouça o álbum:

domingo, 28 de junho de 2020


Em fevereiro Yunk Vino lançava sua mixtape “237”, que foi bastante elogiada. Agora o artista da Labbel Records vem com “237 Deluxe” cumprindo a promessa que ele havia anunciado para os fãs nas redes sociais. 

O trabalho chegou as plataformas digitais na última sexta-feira (26 de junho) com distribuição em todos os serviços de streaming. O projeto tem 4 feats (sendo um deles internacional com um rapper de Portugal) e um total de 14 faixas, explica Jorge Dias, produtor executivo da Labbel Records (Selo Musical da Boogie Naipe). 

237 Deluxe vem de uma evolução do trabalho de Yunk Vino e de um crescimento expressivo do Trap no mercado da música e nas redes sociais. A mixagem e masterização foi assinada pelo experiente produtor Ecologyk, que ainda fez a direção do áudio e produziu 6 faixas do álbum. 

Como dito pelo Jorge, o trampo conta com 4 feat. O rapper Sippin Purpp, destaque na cena trap de Portugal, o rapper português já curtiu o trampo do Yunk, então a conexão foi suave. MC Igu da Reycad, Leozin e Thiago Veigh também são amigos do rapper.


“Deluxe, foi 90% gravado em casa, durante esse período que tava acontecendo várias coisas no mundo e várias outras na minha vida também. O álbum tem 4 feats nesse projeto, mais de 8 produtores musicais, faixas que te fazem viajar como se fosse um filme, além de uma capa que é a evolução da foto tirada em 2019 com uma vibe bem mais gemini season. A vibe e a atmosfera das faixas são únicas e diferentes, a estética é diferente para cada musica” explica Yunk.

Ouça a mixtape:
 

Di Jorge é um artista independente da cidade de Santo André, Grande ABC, que transita entre a Cultura Hip Hop dos ano 90, e o estilo mais contemporâneo, tem o EP "Voltando ao Começo" lançado em outubro de 2017, e agora apresenta sua nova música "Moonlight" que está disponível em todas as plataformas digitais e vídeo clipe disponível no Youtube.

Protagonizado por 2 artistas gays pretos, Moonlight além de tudo traz visibilidade a estes corpos, excluídos pela grande mídia, não aparecendo nos entretenimentos que abordam como temática a comunidade LGBTQI+. O amor próprio é um exercício diário, estar fora do "normativo social" exige muito. 

“Essa luta é por sobrevivência, para nos mantermos sonhadores e equilibrados.
O racismo estrutural, hiper sexualiza o gay negro, muito mais do que um hétero negro, existe um fetiche de que o gay negro tem q ser ativo, viril e obviamente muito bem dotado, como se isso fosse obrigatório.” Conta Di Jorge. 

“Combater a Homofobia é também combater o racismo e o sexismo! O nu artístico traz isso também nas entrelinhas, e a última cena do clipe é libertadora, porque ela quebra esse padrão estabelecido por um sistema cultural conservador e retrógrado.
A energia posta nessa arte, busca trazer auto estima, orgulho e incentiva positivamente a ousadia, a fim de desconstruir padrões idealizados pelo capitalismo. Todo Amor é Relativo!” completa Di Jorge

Assista:




Salve, Salve pra geral! Vocês estão suave? Espero que todos estejam lavando as mãos, evitando aglomerações e usando corretamente a máscara. 

O NP vai começar um quadro novo chamado “Fora da Caixinha”. Nesse quadro vamos trazer uma vez por mês um artista fora do rap, de preferência algo fora de qualquer vertente. Saca aqueles artistas que você descobre através dos samples? Então, a ideia inicial é trazer artista da velha guarda, que quase ninguém conhece. Mas nada impede também que falemos de alguém contemporâneo. 

Vamos começar o quadro com o Trio Esperança. Ele não é tão mocado, mas o trio fez grande sucesso até meados dos anos 70. Então pode ser que muita gente não conheça. Eu mesmo, apesar de conhecer algumas músicas do trio, me aprofundei porque descobri que o DJ Caique sampleou o som “Encontro” da cantora Evinha (integrante do Trio Esperança até 1967) na música “Não foi em vão” da Lívia Cruz. Um simples sample me levou a esse quadro. Por isso que digo: "Sample é uma máquina do tempo musical" 💗

Bora lá! 


O Trio Esperança era formado originalmente pelos irmãos Mario, Regina e Evinha. Quando a Evinha saiu em carreira solo em 1967, a irmã caçula, Marizinha ocupou lindamente seu lugar. 

Trio Esperança foi um conjunto vocal de Doo-Wop e Soul formado no Rio de Janeiro em 1958. O trio de irmãos estreou em 1961 no programa de calouros de Hélio Ricardo e em seguida passou a se apresentar no programa do José Messias, na Radio Mundial, no Rio Janeiro. José é conhecido como o padrinho do trio. 

“Quando "Filme Triste" estourou, efetivamente, participávamos de quase todos os programas do Paulo Gracindo na Rádio Nacional, o que nos deu a oportunidade de nos tornarmos rapidamente conhecidos pelo grande público. Entretanto, o descobridor do Trio Esperança foi o José Messias. Graças a ele, o Trio foi contratado pela gravadora Odeon”. Conta Evinha em entrevista ao José Teles no blog JC.

O sucesso "Filme Triste" foi incluído no LP (Long Play) “Nós Somos Sucesso” em 1963, ao lado da música, “O Sapo” de Jayme Silva e Neuza Teixeira. O trio fez muito sucesso e batia cartão no programa Jovem Guarda, da TV Record, de São Paulo. Além dos sucessos citados acima, o grupo cantou muito “Festa da Bolinha”, música escrita pelo Roberto Carlos e Eramos Carlos e "Garparzinho", de seu irmão Renato Corrêa, do Golden Boyz. 

Quando o trio se apresentava no programa Jovem Guarda, já eram crescidos e o JC perguntou a Evinha como foi na época. 

“Esse movimento (realizamos depois de adultos) foi de uma importância primordial em nossas vidas. Éramos crianças, adolescentes, e não tínhamos ideia do que estava acontecendo. Para mim, o fato de pegarmos o avião toda semana para irmos a São Paulo era uma brincadeira, um divertimento e não tinha a menor conotação política ou de revolta. Era um simples movimento de jovens de bem com a vida. Só felicidade!” 

Entre 1967 e 1968, o trio deu uma pausa porque a Regina engravidou e o programa Jovem Guarda estava no fim. Com essa pequena pausa, Evinha foi convidada pela Odeon para fazer carreira solo e fez grande sucesso, dando continuidade a dinastia Corrêa. 

Naturalmente, Marisa, a caçula da família assumiu seu lugar e gravou o LP “Trio Esperança”, em 1970, com a música “Primavera”, do Cassiano e Rochael. 

Detalhe interessante: essa música também foi gravada pelo Tim Maia, foi em sua voz que ela fez grande sucesso. Esse som se encontra em seu primeiro álbum gravado em 1970 também. 

"Caramba, quero ver este meu Brasil crescer
Todo mundo estudando e o progresso aumentando"
"Noves Fora (O Progresso)", grande sucesso de 1971 do Trio Esperança


Em 1971, Trio Esperança lançou o álbum homônimo, com o sucesso “Na hora do Almoço” de Belchior, 1974, com “Arrasta a Sandália”, de Roberto Corrêa e John Lemos, em 1975, com "Marambaia", de Henricão e Rubens Campos. Todos esses álbuns que levavam o nome do grupo no titulo foram lançados pela Emi-Odeon

Regina, Marisa e Evinha

Residindo na Europa, as irmãs Eva, Regina e Marisa continuam ativas e se apresentam como "Trio Esperança"

Golden Boys e Trio Esperança

A Máfia Corrêa vulgo GoldHerança 

Eu descobri nessa pesquisa, mas pra quem não está ligado, os Golden Boyz eram familiares do Trio Esperança

Mario, Regina, Evinha e Marisa (Trio Esperança) eram irmãos de Renato, Roberto e Ronaldo (Golden Boy) e o Waldir do Golden Boys e era primo de todos, claro! Que família, bicho!!! 

“A Mafia Corrêa: era como nos chamavam quando queriam os sete irmãos para fazer backing vocals. Nossa especialidade era a facilidade com a qual nos adaptávamos a todos os estilos de música. Sendo assim, viramos A Família Goldherança (Golden Boys, Evinha e Trio Esperança) nos estúdios o tempo todo, gravando com todos!” Conta Evinha ao JC. 

SAMPLES 

Trio Esperança foi eternizado por alguns grupos do rap nacional e um internacional, você sabe quais? Não? Então, bora! 

Pra quem não está ligado ou a memória falhou, o som "Pirituba Parte 2" do grupo RZO sampleia a música “Filme Triste”, primeiro sucesso do Trio. Não sabemos quem produziu, mas a produção do álbum ficou por conta do DJ Cia e do HeliãoPirituba Parte 2 é a terceira faixa do álbum “Evolução é uma Coisa”, lançado em 2003 

Dois grupos brasileiros usa o sample do som “Replay (O meu time e Alegria da Cidade)”. Um foi o Conexão do Morro, na faixa "Agradeço a Deus", do álbum “Porquê o ódio e não o amor” e o Fabio Macari, na música “É Gol!”, do Inquérito de seu álbum “Um Segundo é Pouco”

O beatmaker, Renan Samam usou o sample da música “Olhando Para O Céu” do álbum “Nós Somos O Sucesso” de 1963, no som “Você disse que o amor não dói”, do Marcelo D2, de seu álbum “Nada pode me parar” de 2013. 

Um dos duos mais aclamados do rap underground já sampleou nosso querido Trio Esperança. 
Madvillain, que é formado por nada mais que MF DOOM e Madlib, sampleou o som “Não Aguento Você” lançado em 1972, num remix chamado "Curls (Koushik Remix)" para um projeto de nome Koushik Remixes de 2005. 

CURIOSIDADE 

Eu tenho um grande carinho pelo Trio Esperança, pois as primeiras lembranças que eu tenho de ouvir um jogo do Corinthians num radinho de pilha é  de ouvir esse trecho: 

“É gol, que felicidade! É gol, o meu time é alegria da cidade!” 

Após o Timão fazer ou tomar um gol. Obvio que eu não lembrava em que estação de radio era. Mas pesquisando descobri que o icônico narrador esportivo, Osmar Santos ajudou a imortalizar esse trecho da música nas partidas de futebol. Primeiro nos anos 70 na radio AM Jovem Pan e depois na radio Globo-Nacional. 

“Replay (O Meu Time é a Alegria da Cidade)” foi escrito por Jon Lemos e Roberto Corrêa, ambos escreveram pensando no jogador Paulo César Caju, que na época jogava pelo Flamengo. Presente na gravação do Trio Esperança. “Replay (O Meu Time é a Alegria da Cidade)” está em coletâneas do conjunto brasileiro, como o CD “Grandes Sucessos” (EMI). 

Álbum com os grandes sucessos, mas eu recomendo que pesquise que os sucessos desse Trio não se resume a 13 músicas.


Obrigado pra você que chegou até aqui! Isso foi um pequeno resumo da obra desse importante trio brasileiro. Se gostou comente e aguarde que mês que vem voltamos com mais um “Fora da Caixinha”.
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Fontes de pesquisas usadas: