domingo, 19 de janeiro de 2020



Dia 28 de Janeiro, é a estreia do novo single do Timm Arif chamado 'Intuição', com participação especial de Naaya Lelis

Essa música foi escrita, produzida e arranjada pelo próprio Timm, e também é parte integrante de seu primeiro disco ‘O Dono Da Magia Negra’ que tem seu lançamento previsto pra 2020. Mixada e masterizada por Ricardo Mock, a música ‘Intuição’ é o retrato da autonomia musical que Timm arif desenvolveu ao longo de sua carreira para que hoje ele pudesse produzir de todas as maneiras seu próprio trabalho, assim Timm criou seu próprio selo chamado "WIMBI - Uma Onda Sobre a Outra". A participação de Naaya Lelis foi essencial para que o single tivesse uma sensibilidade que retratasse o que de fato um homem preto sente com relação ao amor dentro de uma vivência periférica na realidade dele e de outros homens pretos que lutam sem saberem pra poderem viver o afeto numa questão mais profunda na sociedade atual. ‘Intuição’ não é um hit, mas sim uma luta de um homem preto pelo direito de amar em conflito com sua própria Intuição e autoestima. 

Enfim, dia 28 de janeiro em todas as plataformas, estreia ‘Intuição’, seu mais novo single, com participação especial da maravilhosa Naaya Lelis!

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020



Muitos de nós ficamos felizes (pelo menos eu) com a versão original do som ‘Slide’. A jovem cantora, Her ganhadora do Grammy de melhor álbum de R&B lança um remix do som ‘Slide’, que foi lançado um pouco depois do meio do ano, perto de sua apresentação no Rock In Rio

Her convocou Pop Smoke, A Boogie Wit da Hoodie e Chris Brown para o remix. Lembrando que a cantora vai lançar seu terceiro álbum neste ano.

Grupo Zumb.boys apresenta Mané Boneco na Fonte dos Desejos, no Vale do Anhangabaú. Um momento de encontro com a beleza e a simplicidade do brincar através da dança, dialogando com a rotina da cidade. 

Grupo Zumb.boys participa do evento Dançando na Fonte do Centro de Referência da Dança

Na próxima quinta-feira, dia 23 de janeiro de 2020, às 17h30, o Grupo Zumb.boys - grupo que tem como base de sua pesquisa as danças urbanas - realiza uma apresentação especial de seu mais recente trabalho “Mané Boneco”, no evento Dançando na Fonte, organizado pelo Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRDSP).

A apresentação acontece na Fonte dos Desejos, que fica no Baixos do Viaduto do Chá, no Vale do Anhangabaú - São Paulo - SP e faz parte das ações do Projeto Rastro, contemplado na 26ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança.

Mané Boneco é um projeto que dialoga com a beleza e a simplicidade do brincar, tendo como inspiração “Mané gostoso”, boneco brasileiro encontrado em feiras nordestinas, que fez e faz parte da infância de muitas pessoas. 

Uma das propostas de Mané Boneco é que seja gostoso de assistir, da mesma maneira que nos divertimos ao brincar, livres de julgamentos, abertos a viver o encontro. E para que este espaço de encontro se estabeleça, foram criados códigos simples e de fácil reconhecimento, para que as pessoas se sintam à vontade em fazer parte do que está sendo apresentado.

Com este trabalho o grupo criou o termo “Uma dança que faz convites”. A platéia é convidada a um momento de brincadeiras e histórias construídas corporalmente. 

O Grupo Zumb.boys foi criado em 2003 na periferia de São Paulo, com bailarinos que possuem diferentes históricos na dança contemporânea, participando do processo criativo de importantes companhias. 

Em 2016, recebeu o Prêmio Denilto Gomes 2016, da Cooperativa Paulista de Dança, nas categorias Produção em Dança e Melhor Designer de Luz, com o O que se Rouba. Dança por Correio foi eleito Melhor Espetáculo (Não Estreia) pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes. 

Em 2017, foi novamente indicado ao Prêmio APCA na categoria Melhor Espetáculo, com O que se Rouba e vencedor na categoria Melhor Intervenção Urbana do Prêmio Denilto Gomes 2017, pelo projeto Mané Boneco.

Contemplado com o projeto Rastro na 26ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança, o grupo dá continuidade à sua pesquisa, explorando novas possibilidades de criação e produção em dança. 

Conheça o trabalho deste grupo que segue buscando caminhos para visibilidade/protagonismo periférico e das culturas marginais. Mais informações em: www.facebook.com/grupozumbboys e www.instagram.com/zumb.boys

Ficha técnica 

Direção: Márcio Greyk de Lima Ferreira |Dançarinos: Danilo Rodrigo Ferreira Nonato, David Castro Serra, Ednelson da Silva Guedes, Eriki Hideki, Igor Wilson de Souza, Márcio Greyk de Lima Ferreira |Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini |Produção: Júnior Cecon | Assistente de Produção: Márcia Ferreira

Mané Boneco

Inspirado no boneco brasileiro “Mané gostoso”, feito de madeira com pernas e braços articulados, movimentados por cordões, ao ser tracionados por duas madeiras que os sustentam. Uma intervenção que se estabelece através de um corpo virtuoso, brincalhão e articulado, que a todo momento deseja dialogar com as pessoas valorizando cada instante vivido, compartilhando momentos, brincadeiras e histórias construídas corporalmente. 

Duração – 40 minutos - Entrada Grátis - Classificação Livre 

Quando: 23 de janeiro de 2020 (Quinta-feira) - Horário: 17h30

Onde: CRDSP - Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo - Dançando na Fonte

Endereço: Baixos do Viaduto do Chá s/n - Centro / Anhangabaú - São Paulo - SP

Conteúdo produzido por Luciana Gandelini

Após 2 anos de ausência o rapper angolano DaKing Valiça decide quebrar o silêncio e brindar-nos com o tão aguardado 3º capítulo da sua saga de mixtapes, TERAMAN. 

TeraMan III: como nos 2 primeiros capítulos (#AMEM e #EPIC), #REP também é um acrônimo (palavra formada com as letras ou sílabas iniciais de uma sequência de palavras, pronunciadas sem soletração das letras que a compõem). 

TearMan III: #REP. apresentando uma característica de flashback literário também conhecido como analepse, onde DaKing Valiça interrompe a sequência temporal da narrativa e nos leva de volta no tempo a partir do ponto em que a história chegou, apresentando relatos de eventos passados. 

O rapper traz-nos músicas autobiográficas, o que lhe é típico, com mensagens de ganhos, perdas, motivação, superação, determinação, celebração, amor, traição, cantadas num flow único, dope e característico de DaKing Valiça. 

Realce à faixa que dá título à mixtape (Rebeldia Em Pessoa/#LESSON4), que é uma chamada de atenção aos manos e minas que vivem se focando em futilidades como swag e tchilos (curtir) em detrimento da sua formação acadêmica, acabando por se autodestruir e decepcionando seus progenitores 

TeraMan III composta de 11 faixas (e 1 faixa bônus) e 1 interlúdio. ConTracklist




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SESC BELENZINHO RECEBE CURTA TEMPORADA DE PELE NEGRA, MÁSCARAS BRANCAS

Espetáculo teatral da Cia de Teatro da UFBA (Universidade Federal da Bahia) é inspirado na obra homônima de Frantz Fanon, tem direção de Onisajé (Fernanda Júlia) e texto de Aldri Anunciação

Foto: Adeloya Magnoni

Pela primeira vez em São Paulo, Pele Negra, Máscaras Brancas será encenada pela Cia de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) de 24 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020 no Sesc Belenzinho. As apresentações acontecem na Sala de Espetáculos I da unidade, às sextas e sábados às 21h30 e domingos e feriados às 18h30.

A encenação é baseada na obra homônima de estreia de Frantz Fanon, adaptada por Aldri Anunciação. Fanon foi um importante psiquiatra, filósofo e ensaísta martinicano, que pesquisou sobre as consequências psicológicas da colonização e do processo de descolonização, considerando seus aspectos sociológicos, filosóficos e psiquiátricos.

Trata-se o primeiro espetáculo da companhia dirigido por uma mulher negra: Onisajé (Fernanda Júlia). Além disso, o elenco (e equipe de produção) é composta majoritariamente por negros e negras. São eles: Iago Gonçalves, Igor Nascimento, Juliette Nascimento, Manu Moraes, Matheus Cardoso, Matheuzza Xavier, Rafaella Tuxá, Thallia Figueiredo, Victor Edvani e Wellington Lima.

Para Onisajé é muito significativo ter uma equipe formada por artistas pretos e pretas. Ela ressalta que, como encenadora, estar dirigindo esse espetáculo é um espaço importante de afirmação, de empoderar o povo preto. “A fala de uma encenadora mulher, negra, lésbica, do interior do estado, de periferia, que fez parte e faz dessa universidade - graduação, mestrado e agora doutorado – afirma e comprova a necessidade de colocar as nossas questões em todos os espaços”, afirma.

Pele Negra, Máscaras Brancas brinca com elementos futuristas para falar sobre a tomada de consciência da negritude a partir do passado. Neste sentido, trilha sonora, cenário, figurino e maquiagem reforçam a discussão trazida na peça, com desenhos que misturam fontes sonoras, conceitos de afrofuturismo e alta-costura.

Sobre o enredo

Aldri Anuncianção, dramaturgo do espetáculo, explica que Pele Negra, Máscaras Brancas se baseia na tese homônima de Frantz Fanon e tem referências de Os Condenados da Terra, do mesmo autor. O primeiro livro apresenta a ferida da subjetividade negra; o segundo apresenta uma proposta de ação sobre essa subjetividade falhada ou estragada do negro pela colonialidade.

A montagem da Cia de Teatro da UFBA é uma obra de ficção que se vale de quase todas as teorias e ainda traz personagens analisadas pelo psiquiatra e filósofo. O dramaturgo declara que a obra é distópica ao perpassar três períodos – 1950, 2019 e 2888 - para falar sobre como o processo de colonização construiu sofrimentos psicológicos em corpos negros. 

A montagem traz o próprio Frantz Fanon como personagem no ano de 2019 defendendo novamente sua tese de doutorado, rejeitada pela banca examinadora no ano de 1950. Dois artistas interpretam este personagem, Victor Edvani – ator preto e cisgênero – e Matheuzza Xavier – atriz, transgênera e preta.

Além do próprio Fanon, a obra traz uma família formada por seis personagens que vivem em 2888. Nesse tempo-espaço, essas personagens desenvolvem as perspectivas ocidentalizadas de futuro para o negro e estão enclausuradas em uma casa devido à personagem Taiwo ter ultrapassado os limites impostos pelo “Regime Único Mundial”.

Assim como Taiwo outras personagens da sua família já tinham sido infectadas em outros momentos pela “náusea do desejo de saber-ser” e invadiram a velha biblioteca que possui informações a respeito do processo africano pré-colonial. Manter esses livros/informações distantes do povo negro, que foi colonizado e vem tendo sua memória escondida e apagada, é uma forma de controle sob os seus corpos.

A Companhia de Teatro da UFBA, fundada em 1981, é formada por professores, técnicos, alunos estagiários e artistas convidados. É voltada basicamente para a criação e produção de espetáculos. São dois os princípios que orientam sua atuação: realização de montagens de baixo custo e alto valor criativo e divulgação de textos inéditos ou pouco conhecidos, identificando tendências emergentes na dramaturgia, em paralelo com a releitura dos clássicos. Assim a Companhia de Teatro valoriza ao mesmo tempo a tradição e a contemporaneidade. Como grupo que produz contínua e sistematicamente – Pele Negra, Máscaras Brancas é sua 50ª encenação.

Ficha Técnica

Direção: Onisajé (Fernanda Júlia)

Texto: Aldri Anunciação

Elenco: Iago Gonçalves, Igor Nascimento, Juliette Nascimento, Manu Moraes, Matheus Cardoso, Matheuzza, Rafaella Tuxá, Thallia Figueiredo, Victor Edvani, Wellington Lima

Co-direção: Licko Turle

Assistência de direção: Fabíola Nansurê

Orientação de pesquisa: Alexandra Dumas e Licko Turle

Colaboração em Pesquisa: Cássia Maciel, Edson César e Lucas Silva

Estudantes-pesquisadores: Camila Loyasican, Juliana Bispo, Juliana Luz, Juliana Roriz

Trilha sonora: Luciano Salvador Bahia

Preparação Vocal: Joana Boccanera

Operação de Som e Vídeo: Fabíola Nansurê

Coreografia e Preparação corporal: Edileusa Santos

Cenografia, Figurino e Maquiagem: Thiago Romero e Tina Melo

Costura: Márcia Cardoso e Saraí Reis

Cenotécnica: Luiz Antônio Sena Jr., Luiz Buranga, Thiago Romero e Tina Melo

Desenho de luz: Nando Zâmbia

Operação de Luz: Milena Pitombo e Nando Zâmbia

Produção: DA GENTE Produções

Direção de produção: Luiz Antônio Sena Jr

Produção executiva: Anderson Danttas e Bergson Nunes

Assistência de produção: Eric Lopes

Design Gráfico: Diego Moreno

Registro Fotográfico: Adeloyá Magnoni

Registro Audiovisual: André Araújo e Juliana Roiz

Parceria: Fórum Negro de Arte e Cultura, Escola de Teatro, PROEXT e UFBA



PELE NEGRA, MÁSCARAS BRANCAS
Cia. de Teatro da UFBA (Universidade Federal da Bahia)
De 24 de janeiro a 02 de fevereiro de 2020. Sextas e sábados, às 21h30 e domingos, às 18h30 *no sábado 25/01, feriado, a sessão será às 18h30
Local: Sala de Espetáculos I (70 lugares)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$15,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$9,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes. Venda online a partir de 14/01, à 12h e venda nas bilheterias das unidades do Sesc a partir de 15/01, às 17h30
Recomendação etária: 12 anos
Duração: 100 minutos

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Divulgação: Assessoria Sesc Belenzinho

O grupo Mente Oposta da zona sul de São Paulo, Jardim Vera Cruz, está lançando o segundo vídeo clipe intitulado “Guerra Civil”. 

A mensagem relata os fatos e os acontecimentos que vem acontecendo no Brasil como desigualdade social, corrupção, crítica aos poderosos que não querem ver a favela vencer. 

As imagens foram gravadas pelas ruas do nosso bairro visualizando a nossa quebrada entre becos e vielas direção áudio visual por Juniorsá produções. 

Assista:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020


O Gabriel o Pensador é um dos grandes rappers do Brasil isso é inegável, mas o rapper começou a fazer e fez sucesso num tempo onde o rap era muito marginalizado. O Gabriel fez sucesso com uma música que dizia “Tô Feliz Matei o Presidente”. E o publica real do rap nunca gostou de ver ele na TV e tal, já que ele não era do movimento. Apesar de ele ter sofrido censura por conta da música, dificilmente ele teria o mesmo aparato e passassem tanto pano se fosse preto e de quebrada. Mas em fim, o foco não é esse. 


O fato de o Gabriel não ser de quebrada, influenciou muito na época ele ser distante do real público do rap. Podíamos até ouvir o som dele, mas não víamos como alguém que representasse a gente como Thaíde e Dj Hum e o Racionais. Mas hoje muitos admitem que escutaram, mas nunca foram muito fã por preconceito e tal e hoje respeita o rapper bastante. 

Com isso muita gente (me incluo nessa) acabou conhecendo só as músicas que tocaram nas rádios FM. Uma música que passou batido é a música “O resto do Mundo”, faixa 10 do álbum “Gabriel o pensador” de 1993. Mesmo álbum que tem sucessos como: “Tô feliz matei o presidente”, "Retrato de um Playboy" e a politicamente incorreta, “Loraburra”. 

A música ‘O resto do mundo” que foi regravada muito mais tarde no primeiro álbum ao vivo do rapper (MTV AO VIVO, é um som tipo LADO B do álbum que fez muito sucesso em Portugal e por tabela chegou em angola. 

Na época do lançamento do álbum essa música não foi lançada como single, por tanto não foi muito vinculada em rádio, mas essa música tocou num programa de rap em Portugal. Como tudo que fazia sucesso em Portugal chegava em Angola, os programas de rádio no país africano também tocaram muito esse som. Após o primeiro dia em que tocou nesse programa de rap, o público começou a pedir a música do rapper brasileiro. O som fez tanto sucesso que o rapper foi a Portugal fazer um show e o ponto alto da apresentação foi quanto o rapper cantou a música “O resto do mundo”, geral cantando. 

A música é escrita em primeira pessoa, onde o rapper interpreta um mendigo que gostaria de ter o mínimo de dignidade. 

O refrão diz: “Eu queria morar numa favela” 

Essa música lançada em 1993 traz uma reflexão muito triste e bem atual, pois numa matéria do Observatório do Terceiro Setor de 2018 diz que no Brasil há mais de 100 mil pessoas em situação de rua, aponta IPEA. Elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).  

Umas das cidades mais ricas do país é São Paulo e segundo uma matéria da Folha de 2018 também diz que o número de pessoas em situação de rua na capital paulista cresceu 25% nos últimos três anos, de acordo com a prefeitura. O levantamento anterior, publicado em 2015, apontava 15,9 mil pessoas nessa situação. Hoje, calcula-se que sejam 20 mil. 

Eu sou o resto do mundo Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo Eu sou o resto do mundo Eu não sou ninguém Eu não sou nada Eu não sou gente Eu sou o resto do mundo Um mendigo um indigente um indigesto um vagabundo Eu sou o resto Eu não sou ninguém 

Esta música traz uma reflexão fodida, porque essas pessoas passam desapercebidas por alguns e discriminadas por muitos e invisibilizadas pela maioria, principalmente pelas autoridades que não fazem praticamente nada para esse número diminuir. 

Frustração É o resumo do meu ser Eu sou filho da miséria e o meu castigo é viver Eu vejo gente nascendo com a vida ganha e eu não tenho uma chance Deus, me diga por quê? Eu sei que a maioria do Brasil é pobre Mas eu não chego a ser pobre eu sou podre! Um fracassado Mas não fui eu que fracassei Porque eu nem pude tentar Então que culpa eu terei 

Ouça:


Como dito lá no começo esse som não fez sucesso no Brasil, em São Paulo muito menos. 

Eu sou um grande entusiasta do rap angolano desde 2008, e desde então estou sempre acompanhado os lançamentos. 



Eu só conheci esse som do Gabriel, porque o rapper angolano MCK (um dos meus favoritos) lançou o som “Eu queria morar em Talatona” que é uma versão/remix do som “O resto do mundo”. 
Esse som foi lançado seis meses depois de seu terceiro álbum de estúdio chamado "Proibido Ouvir isto”. 

Também escrevendo em primeira pessoa, mas diferente do Gabriel, MCK não escreve que quer morar numa favela, mas sim em Talatona, que é a área mais luxuosa de uma das cidades mais cara do mundo para se viver, Luanda. 

Em quanto Gabriel escreve sobre uma pessoa em situação de rua que gostaria de pelo menos morar numa favela, para ter o mínimo de dignidade. O rapper angolano, MCK escreve em nome de boa parte da população de angola que mora nas favelas, na pobreza ou abaixo da linha da pobreza e adoraria morar na capital do país, Luanda, Talatona no caso. 

Em dezembro de 2019, o site Angop pulicou uma matéria onde pelo menos 41% dos angolanos (11.947.270 pessoas) vivem abaixo da linha da pobreza monetária, representando um aumento de cerca de 4%, comparativamente ao ano 2008, que se cifrou em 37%. 

Quero sítio urbanizado, onde habitar Todo arborizado, com vista pro mar Áreas recreativas, e centros estudantis Quadras desportivas e pátios infantis 

Botando em letra os anseios e sonhos do povo angolano, MCK fala sobre a vontade da maioria do cidadão angolano em ter uma vida digna e de luxo, tá ligado? De ter um esgoto canalizado, rua de asfalto e toda uma infraestrutura que existe na capital do país. 

Apesar de uma música falar sobre ter o mínimo, e o outra tendo anseios bem maiores, ambas têm como objetivo criticar o descaso do governo com o povo que mais necessita de suas políticas públicas. 

Eu não sou Gabriel, eu não quero favela
Cresci na miséria, estou farto dela
Quero vinho na mesa, filemíon na panela
Loiça de cristal, cansei da tigela

Ouça:

Ray Benoit, treinador de basquete da North Miami High School espera levar os Pioneers à sua quarta participação nos playoffs regionais consecutivos no próximo mês. Beinot, de 37 anos, aproxima seus jogadores e não tem problemas em dizer que é um deles, “Fui para a escola no norte de Miami. Meus pais ainda moram a apenas oito quarteirões de distância” explica Beinot. 


Na infância, ele queria jogar basquete pelos Pioneers mas não tinha altura ideal e não havia sido treinado adequadamente. Por exemplo, ninguém havia ensinado Benoit a driblar usando as mãos, então, em vez de jogar basquete, ele foi para as lutas, mas ele nunca esqueceu o esporte que amava. Em 2009, ele e sua esposa, Maritsa, iniciaram o programa de basquete juvenil do Roaring Tigers. Isso o levou a se tornar o treinador júnior do time do North Miami High School em 2012 e o chefe do time do colégio em 2016. 

Da esquerda para direita: Treinador Ray Benoit e Carlos Hart

O North Miami está 74-23 (Vitórias-Derrotas) desde que Benoit assumiu. Os Pioneers tinham 20-29 (Vitórias-Derrotas) nos dois anos antes dele se tornar o treinador do time. 

Um dos garotos do time é Carlos Hart, que estava na quinta série quando conheceu Benoit. Hart, tornou-se o líder dos Pioneers. Com média de 18,8 pontos, 6,5 rebotes, 4,9 assistências e 2,0 roubadas de bola, Hart está na pequena lista dos melhores jogadores de basquete de Miami nesta temporada, um grupo que também inclui Justin Neely, do Miami High, Devin Carter, da Doral Academy, Tony Sanders, do Gulliver Prep. , Ga'Khari Lacount do Coral Park e Malik Reneau de Mater, entre outros. 

Hart, 17 anos, passou parte de sua juventude - de 3 a 8 anos - vivendo no Brasil com sua mãe nascida no Brasil. Ele jogava futebol, como milhões de brasileiros, mas mudou para o basquete quando sua família se mudou para o sul da Flórida. Mesmo assim, ele estava prestes a abandonar o basquete quando, por sorte, para todos os envolvidos, conheceu Benoit. 

"Ele foi o cara que colocou a bola nas minhas mãos [como armador]", disse Hart, que menciona com gratidão a confiança e disposição que Benoit demonstra a tratar com seus garotos, “Ele me levou a torneios para ver coisas diferentes. Eu confiei nele. Antes dele, eu não sabia o que queria fazer" completa. 

Hart tornou-se Pioneers no final do segundo ano do colégio e, atualmente, ele é um recruta universitário de nível médio, com interesses de times como Ball State, Stetson e outros. 

Quando Hart obtiver as notas dos testes de qualificação para a faculdade, mais ofertas poderão aparecer. Enquanto isso não acontece, ele gosta de jogar no pequeno ginásio de 600 lugares do North Miami, onde os Pioneers venceram 28 jogos consecutivos, desde sua última derrota em casa em 8 de janeiro de 2016 contra o Krop. 

Carlos Hart

Benoit disse que os jogos no norte de Miami se tornaram um evento. "Quando fui contratado como treinador, nossa torcida era quase nulas, e nosso adversário costumava trazer mais torcedores para a nossa academia, hoje em dia nossa torcida é uma multidão apaixonada pelo time". 

Benoit, natural de ascendência haitiana em Miami, disse que há muito tempo há um "estigma" de que os haitianos gostam apenas de futebol, não de basquete. Mas no North Miami, isso está se mostrando uma percepção incorreta. 

Benoit disse que também havia um equívoco sobre o North Miami como uma escola. "Quando fui para a escola aqui, foi difícil", disse Benoit. “Mas agora é como um mini campus universitário. Temos um programa de bombeiro, um programa de esportes eletrônicos, produção de TV. North Miami se transformou em uma escola muito inovadora. Nós pulamos para uma nova era”. 

Mesmo assim, os Pioneers da classe 6A (110-2) anseiam por mais respeito na quadra - do tipo que vem com a conquista de um título estadual. Os Pioneers não conquistam um título estadual desde 1960. 
"Jogamos com um chip nos ombros, mergulhando em bolas soltas", disse Benoit. "Temos sido negligenciados há anos, assim como nossa própria escola."


terça-feira, 14 de janeiro de 2020


Danilo Skrap é MC no Coletivo ChánogeloCrew, e Arte Educador através do Projeto Arteiros (Cedap), onde ministra oficinas de Rap em algumas unidades da Fundação Casa. Recentemente o MC vem trabalhando em seu projeto solo, que contará com letras mais introspectivas, nas quais o mesmo narra os desafios de sobreviver como MC e conciliar o amor a arte com todas as obrigações do cotidiano, comum entre as pessoas da periferia.

No dia 05/01 foi lançado o single "Evoé". O trabalho está disponível no YouTube e aos poucos sendo distribuído pelas principais plataformas digitais.

Ouça:



Inscrevam-se no canal da ChánogeloCrew no YouTube e conheça mais sobre o coletivo e seus integrantes.




Instagram @daniloskrap

Versos da Beira do Córrego é uma das 12 faixas do álbum Requebrada e acaba de ganhar um videoclipe - disponível no Youtube a partir de 13 de janeiro. O novo trabalho celebra mais uma vez o encontro do rimador Fino Du Rap, com 20 anos de estrada no hip hop paulistano, com o trio instrumental Ouroechá, que completa seis anos de experimentos influenciados pelos sons urbanos.

O clipe foi filmado no Bowl do Arariba, Jardim São Luís, zona sul de São Paulo, e no Morro do Cristo, em Taboão da Serra, com a participação do quarteto e também do Clarianas, grupo musical formado pelas cantoras/atrizes Naruna Costa, Martinha Soares e Naloana Lima que tem como mote a investigação da voz da mulher "ancestral" na música popular do Brasil. Quebra Quebranto é o novo espetáculo musical do conjunto lançado em novembro.

Trata-se de uma música que fala de esperança, de superar as dificuldades que se apresentam no caminho. O título lembra a origem do MC Fino Du Rap, que nasceu em uma pequena vila da capital paulista que ficava próxima ao Parque Arabiba, à beira do córrego da Avenida Carlos Caldeira. Assim como outras vilas da cidade, esta foi destruída pela chuva do final dos anos 80. “O principal recado desse rap é que enfrentaremos os problemas, seremos fortes para superar os perrengues e para reconstruir nossa aldeia”, disse Fino.

Assista:

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020


É um tema pertinente que retrata as ferramentas da nova era, no caso as redes sociais. e as novas tecnologias seu uso e impacto na vida social.

Rede Social faz parte do álbum 'Le code Noir' (O código Negro) lançando em dezembro de 2019, que é o sexto álbum do Intelektu.

Le Code Noir (O código Negro), traz uma militância de visão pan-africanista, ou seja, de poder preto que contesta o racismo como sistema de poder. O álbum também incorporar ideias socialista por conter ideias na luta contra o imperialismo e justiça social em Angola (Africa) e no mundo, claro.

Assista 'Redes Sociais':







Le Code Noir | O Emcee angolano Intelektu lança 'O Código Negro', seu sexto álbum | OUÇA


Texto de Carylson Alberto 

Saudações e máximo respeito a todos Hiphoppas. Antes de mais, eu peço desculpas pelo silêncio (artigos de opinião). Estou a trabalhar na produção do meu novo projeto "RAProdutivo" (Canal do Youtube) e por este e vários outros motivos eu fiquei ausente dos artigos de opinião ligados ao estado da cultura HIP HOP. 

A "Consciência Histórica" do (RAP) angolano é um assunto que muito pouco se fala, mas, é sem sombra de dúvidas, um dos assuntos que deve-se abordar com bastante urgência nos programas quer sejam televisivos ou radiofônicos, e como o mundo hoje é mais digital, também podemos usar as plataformas digitais para juntos debatermos mais sobre isto. Acreditem é mesmo muito importante. 

O Rap como muitos já sabem, é música da cultura HIP HOP, e toda cultura tem a sua história, sua essência. Falando de cultura, a título de exemplo: É sabido de que a fonte histórica que alguns povos africanos (depois da escravatura) usaram foi a "ORAL" ligados a feitos deixados pelos nossos ancestrais. Hoje, somos um POVO praticamente mortos, por não termos "consciência histórica". Quase tudo que sabemos sobre a História de África são feitos depois da chegada dos Europeus, porque os Europeus escreveram e mataram a nossa fonte Oral. Resumindo, devemos aprender com os erros do passado. 

Hoje, o Rap tornou-se o estilo de música que os Jovens mais ouvem, quer seja a nível global. Mas, 90% dos jovens que ouvem rap não conhecem quem são os pioneiros do Rap nos seus próprios países. É fundamental os jovens saberem quem são os fundadores da Cultura Hip Hop e onde surgiu, mas é também bastante importante saberem quais foram os pioneiros do Rap no nosso próprio país, porque o HIP HOP é uma cultura Global. Se nos Estados Unidos fala-se muito de Afrika Bambaataa e existe um dia próprio para celebrar o dia do Hip Hop, em Angola podemos também usar os pioneiros como referência em tudo que esteja ligado o Rap Nacional e podemos também ter um dia do Hip Hop em Angola e não só. 

Em Moçambique, já se fez a primeira obra literária sobre “a História e as Estórias do Hip Hop Moçambicano”, livro este da autoria do grande investigador de “Hip Hop” em “Moçambique” conhecido por “Emilio Cossa” ou simplesmente “Magus”, como é sobejamente conhecido. Foi apartir do livro e por intermédio do meu mano Dj Asnepas que eu fiquei a saber de que a partir do dia 14 de dezembro do ano 2019 foi declarado a data oficial do "Hip Hop Moçambicano" pois, pela primeira vez na história os factos mais relevantes do movimento Hip Hop Moçambicano encontram-se definitivamente registrados. 

O que Falta para nós angolanos "tentarmos" seguir este grande passo? Temos muitos feitos, Obras lançadas há mais de 20 anos e quase não se fala hoje. Podemos também fazer abordagens baseados em factos colhidos por via de várias entrevistas e Pesquisas, fazendo menção a inúmeros nomes intervenientes do “Hip Hop Angolano” em todas as vertentes do mesmo e as várias fases atravessadas desde a década de 80 (pelo que eu sei) até os dias de hoje, para que a geração futura, até mesmo eu Carylson Alberto, aprender e beber mais sobre como o HIP HOP surgiu em Angola e colocar um ponto final, dissipando dúvidas como os grupos pioneiros ou sobre as primeiras obras discográficas da música Rap em Angola. Até porque os pioneiros na sua maioria ainda se encontram em Vida. 

Hoje temos vários meios que servem como memória para nós, o YouTube é um deles; sites/blogues; livros, a própria música também pode ser usada como memória, etc... devemos falar/escrever é necessário isto. Estamos a matar a História do Hip Hop Angolano, é necessário registrarmos. Há tempos, eu fui contactado por alguém que hoje eu não lembro o nome, e falou-me do livro que estava a ser escrito sobre a História do Hip Hop Angolano (início até os dias de hoje) e conversamos sobre vários aspectos e lembro-me de que dei a sugestão de fazerem várias Edições (Vol.1,2,3,4, etc...), até hoje nunca mais entrou em contacto comigo e não sei se o projeto do Livro sobre a História do Hip Hop Angolano continua ou se está parado. 

Resumindo, é necessário falarmos com mais destaque, escrevermos sobre os feitos de Mutu Moxy; Pobre Sem Culpa; Filhos da Ala Este; Consciência da África; Jeff Brown (SSP); Prince Wadada; Simiminimoyo; Raparigas com Atitude; Kool Klever (Gc Unity); Dread Joseh; Desajeitados Socias; Buda Beca Lekalo; Boom Bap Squad; Father Mack e muitos outros que deram garra para que o Hip Hop se afirmasse até hoje. Só assim a próxima geração saberá sobre a História do Hip Hop Angolano (início até os dias de Hoje). Pensem nisto, porque um POVO sem consciência histórica é um POVO morto, do mesmo modo acontece no Hip Hop. 

Carylson Alberto 
06.01.2020

King Size é o terceiro single do grupo BAD FOR KIDZ, um "sex song" numa roupagem leve e modernizada, mesclando elementos de Trap e RnB. Nele cada um dos membros dissertam e transmitem sua ótica sobre possíveis relacionamentos. E mesmo tratando-se de um som de fácil comunicação com o público a técnica não é deixada de lado, com variações de levadas e trazendo boas referências da cultura pop, tudo isso aliado ao refrão marcante criado por LJato , artista em ascensão no cenário gaúcho que colaborou na faixa. Sendo a produção assinada pelos dois produtores do grupo , Jay-Gueto e Weedope.

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Após ajudar a colocar a Baixada Santista no mapa do rap nacional com o grupo Voz de Assalto, o rapper Ice Dee aka Lombrera lançou em dezembro de 2019 o EP Dixava Dor.

O EP, elogiado por muitos ouvintes nas redes sociais, contém 9 faixas, e foi produzido, mixado e masterizado por DJ Cuco no Estúdio Bombando, exceto a faixa Pablo Escobar, que tem produção de Léo Weber

As participações ficaram por conta de Ingrid INR e Pamelloza na faixa "Quero Saber", Pamelloza na faixa "Cidade e Barulho, DJ Cuco na faixa "Replay, e Meru Donato backing vocal na faixa "Se o Mundo Fosse Sempre Assim".

Para Ice Dee, esse EP representa um recomeço na sua caminhada solo, já que ele teve um longo hiato desde a mixtape "Litoral Sujo" (2012). Nesse intervalo, lançou singles e seus trabalhos junto ao Voz de Assalto, que encerrou as atividades esse ano. 



"Me Deixa Chapado" foi primeiro videoclipe extraído de Dixava Dor e outros registros audiovisuais desse trampo já estão a caminho também. Outra ressalva sobre essa obra, é que ela representa uma ponta do iceberg, um prelúdio pro próximo trabalho, o álbum Bem Vindo a Minha Lombra e também o lançamento da marca Lombrera Bizness. 


E o interior de São Paulo continua nos dando bons frutos. Dessa vez, a zona norte de Piracicaba vem representada no som de Gto444, vulgo Guto.

Expressando suas revoltas e vivências nas ruas do interior, o novo som "Z.N.C" mostra as origens do MC e a realidade do lugar em que ele vive de uma forma simples e clara, com a intenção de levar a consciência e a reflexão ao seu público, além de trazer a característica crítica ao sistema 

Zona Norte Consciente é toda composta por artistas da Zona Norte de Piracicaba. O som é cantado por GTO, com beat de Filão444, e a produção ficou por conta de Prodbygrillo.  

A cena do rap no interior traz muita novidade para 2020. Para acompanhar o trabalho do MC se inscreva no canal da 444zn no YouTube e fique por dentro de seus lançamentos! 

Confira abaixo o som Zona Norte Consciente.